Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Terça-feira da 1ª semana da Quaresma

Terça-Feira, 8 De Março Cor litúrgica: Roxo

55,10-11.

10 Assim fala o Senhor: «A chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a haverem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer.
11 Assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão».

34(33),4-5.6-7.16-17.18-19.

R/ Deus salva os justos de todos os sofrimentos.

4 Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
5 Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

6 Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
7 Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

16 Os olhos do Senhor estão voltados para os justos
e os ouvidos atentos aos seus rogos.
17 A face do Senhor volta-se contra os que fazem o mal,
para apagar da Terra a sua memória.

18 Os justos clamaram e o Senhor os ouviu,
livrou-os de todas as suas angústias.
19 O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado
e salva os de ânimo abatido.

6,7-15.

7 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando orardes, não digais muitas palavras, como os pagãos, porque pensam que serão atendidos por falarem muito.
8 Não sejais como eles, porque o vosso Pai bem sabe do que precisais, antes de vós Lho pedirdes.
9 Orai assim: "Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome;
10 venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu.
11 O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
12 perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
13 e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal".
14 Porque, se perdoardes aos homens as suas faltas, também o vosso Pai celeste vos perdoará.
15 Mas, se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não vos perdoará as vossas faltas».

Comentário ao Evangelho

Felizes aqueles que reconhecem o Pai!

A oração dominical é verdadeiramente o resumo de todo o evangelho. Começa por um testemunho prestado a Deus por um ato de fé, quando dizemos: «Pai nosso, que estais nos Céus». Com esta invocação, rezamos a Deus e proclamamos a nossa fé, conforme está escrito: «Àqueles que O receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1,12). Aliás, o Senhor chama frequentemente a Deus nosso Pai; mais ainda, ordenou-nos que , na Terra, a ninguém chamássemos Pai, reservando este nome para o Pai celeste (cf Mt 23,9). Rezando deste modo, estamos, pois, a obedecer à sua vontade. Felizes daqueles que reconhecem o Pai!

Deus dirige uma censura a Israel, e o Espírito toma como testemunhas o Céu e a Terra, ao dizer: «Gerei filhos, mas eles não Me reconheceram» (Is 1,12). Tratá-lo por Pai é reconhecê-lo como Deus. Este título é um testemunho de piedade e de poder. E também evocamos o Filho no Pai, pois Ele afirmou: «O Pai e Eu somos um» (Jo 10,30). Não esqueçamos ainda a Igreja, nossa Mãe: chamar o Pai e o Filho é proclamar a Mãe [...]. Deste modo, com uma única palavra, adoramo-lo com os seus, obedecemos aos seus preceitos e rejeitamos os que esqueceram o seu Pai.

Tertuliano (c. 155-c. 220) teólogo «Sobre a oração», 1-10

Santo do Dia