Liturgia diária
Quinta-feira da 6ª semana do Tempo Comum
2,1-9.
1 Irmãos: A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo não deve admitir aceção de pessoas.
2 Pode acontecer que na vossa assembleia entre um homem bem vestido e com anéis de ouro, e entre também um pobre e mal vestido;
3 talvez olheis para o homem bem vestido e lhe digais: «Tu, senta-te aqui em bom lugar», e ao pobre: «Tu, fica aí de pé», ou então: «Senta-te aí, abaixo do estrado dos meus pés».
4 Não estareis a estabelecer distinções entre vós e a tornar-vos juízes com maus critérios?
5 Escutai, meus caríssimos irmãos: não escolheu Deus os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que prometeu àqueles que O amam?
6 Vós, porém, desprezais o pobre. Não são os ricos que vos oprimem e arrastam aos tribunais?
7 Não são eles que ultrajam o nome sublime que sobre vós foi invocado?
8 Assim, se cumprirdes a lei régia da Escritura: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo», procedeis bem.
9 Mas se fizerdes distinção de pessoas, cometeis pecado, porque a Lei vos acusa como transgressores.
34(33),2-3.4-5.6-7.
R/ Deus salva o justo de todas as tribulações.
2 A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
3 A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.
4 Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
5 Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.
6 Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
7 Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.
8,27-33.
27 Naquele tempo, Jesus partiu com os seus discípulos para as povoações de Cesareia de Filipe. No caminho, fez-lhes esta pergunta: «Quem dizem os homens que Eu sou?».
28 Eles responderam: «Uns dizem João Batista; outros, Elias; e outros, um dos profetas».
29 Jesus então perguntou-lhes: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «Tu és o Messias».
30 Ordenou-lhes então severamente que não falassem dele a ninguém.
31 Depois, começou a ensinar-lhes que o Filho do homem tinha de sofrer muito, de ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas; de ser morto e ressuscitar três dias depois.
32 E Jesus dizia-lhes claramente estas coisas. Então, Pedro tomou-O à parte e começou a contestá-lo.
33 Mas Jesus, voltando-Se e olhando para os discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: «Vai-te, Satanás, porque não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens».
Comentário ao Evangelho
«E vós, quem dizeis vós que Eu sou?»
Tenho de proclamar o seu nome: Jesus é «o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt 16,16). Ele nos revelou o Deus invisível, Ele, que é o «Primogénito de toda a criação«, no qual «todas as coisas têm a sua subsistência» (Col 1, 15.17). Ele é o Senhor da humanidade e o seu Redentor, que nasceu, morreu e ressuscitou por nós.
Ele é o centro da história do mundo; conhece-nos e ama-nos; é o companheiro e o amigo da nossa vida, o «homem das dores» (Is 53,3) e da esperança; é aquele que há de vir, que será o nosso juiz e também – assim confiamos – a nossa vida plena e a nossa beatitude.
Por mais que diga, sempre me resta muito a dizer sobre Ele; Ele é a luz, Ele é a verdade; mais ainda, é «o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14,6). É o pão e a fonte de água viva, que nos sacia a fome e a sede. É nosso pastor, nosso chefe, nosso modelo, nosso conforto e nosso irmão. Como nós, e mais do que nós, foi pequeno, pobre, humilde, trabalhador, oprimido, sofredor.
Santo do Dia
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