Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Quarta-feira da 6ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 16 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

1,19-27.

19 Caríssimos irmãos, cada qual seja pronto para ouvir, lento para falar e lento para se irar,
20 porque a ira do homem não realiza a justiça de Deus.
21 Por isso, renunciando a toda a imundície e a todos os vestígios de maldade, acolhei docilmente a palavra que em vós foi plantada e pode salvar as vossas almas.
22 Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes, pois seria enganar-vos a vós mesmos.
23 Quem ouve a palavra e não a cumpre é como alguém que observa o seu rosto num espelho
24 e, depois de observar a própria fisionomia, vai-se embora e logo se esquece como era.
25 Mas aquele que se aplica atentamente a considerar a lei perfeita, que é a lei da liberdade, e nela persevera, sem ser um ouvinte que se esquece, mas que efetivamente a cumpre, esse encontrará a felicidade no seu modo de viver.
26 Se alguém se considera religioso e não refreia a própria língua, engana-se a si mesmo e a sua religião é vã.
27 A religião pura e sem mancha, aos olhos de Deus, nosso Pai, consiste em visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e conservar-se limpo do contágio do mundo.

15(14),2-3ab.3cd-4ab.5.

R/ O vencedor sentar-se-á comigo no meu trono.

2 O que vive sem mancha e pratica a justiça
3 e diz a verdade que tem no seu coração
e guarda a sua língua da calúnia.

3 e guarda a sua língua da calúnia.
3 O que não faz mal ao seu próximo,
3 nem ultraja o seu semelhante,
4 o que tem por desprezível o ímpio,

mas estima os que temem o Senhor.
4 O que não falta ao juramento
5 e não empresta dinheiro com usura,
nem aceita presentes para condenar o inocente.

Quem assim proceder jamais será abalado.

8,22-26.

22 Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos chegaram a Betsaida. Trouxeram-Lhe então um cego, suplicando-Lhe que o tocasse.
23 Jesus tomou o cego pela mão e levou-o para fora da localidade. Depois deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou-lhe: «Vês alguma coisa?».
24 Ele abriu os olhos e disse: «Vejo as pessoas, que parecem árvores a andar».
25 Em seguida, Jesus impôs-lhe novamente as mãos sobre os olhos e ele começou a ver bem: ficou restabelecido e via tudo claramente.
26 Então Jesus mandou-o para casa e disse-lhe: «Não entres sequer na povoação».

Comentário ao Evangelho

«Vês alguma coisa?»

Deus regozija-Se por ser nosso Pai, por ser nossa Mãe, por ser o nosso verdadeiro esposo e por ter a nossa alma por esposa bem-amada. Cristo regozija-Se por ser nosso irmão, Jesus regozija-Se por ser o nosso Salvador. […]

Durante a nossa existência, nós, os que vamos ser salvos, conhecemos uma espantosa mistura de bem e de mal. Temos Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitado em nós, e temos também a miséria e a malícia da queda e da morte de Adão. […] Fomos tão afetados pela queda de Adão que, devido ao pecado e a outros sofrimentos, temos a sensação de estar mergulhados nas trevas; estamos cegos e pouco conforto sentimos. Mas permanecemos em Deus pela vontade e o desejo, e cremos com confiança na sua misericórdia e na sua graça: é assim que Ele opera em nós. Pela sua bondade, Ele abre o olhar do nosso entendimento, que umas vezes nos faz ver mais, outras vezes menos, consoante a capacidade que Ele nos dá. Tão depressa nos eleva, como permite que caiamos.

Esta mistura é tão penosa que temos dificuldade em saber que caminho trilhamos, nós próprios e os nossos semelhantes em Cristo, de tal forma o que sentimos é mutável. O importante é dizer «sim» a Deus quando O ouvimos, querer estar verdadeiramente com Ele com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, com todas as nossas forças (cf Mc 12,30), odiando e desprezando a nossa tendência para o mal. […] Esta encruzilhada está presente todos os dias da nossa vida.

Juliana de Norwich (1342-depois de 1416) mística inglesa Revelações do amor divino, cap. 52

Santo do Dia