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Liturgia diária

Segunda-feira da 4ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 31 De Janeiro Cor litúrgica: Verde

15,13-14.30.16,5-13a.

13 Naqueles dias, alguém foi informar David: «O coração dos homens de Israel está com teu filho Absalão».
14 Então David ordenou a todos os seus servos que estavam com ele em Jerusalém: «Erguei-vos e fujamos, porque de outro modo não poderemos livrar-nos de Absalão. Parti sem demora, para que ele não nos apanhe desprevenidos, cause a nossa ruína e passe a cidade ao fio da espada».
30 Depois David subiu, chorando, o Monte das Oliveiras, com a cabeça coberta e os pés descalços. E todo o povo que ia com ele levava a cabeça coberta e subia chorando.
5 Quando David chegou a Baurim, apareceu um homem pertencente à família de Saul, chamado Semei, filho de Gera, que avançou a dizer maldições.
6 Atirava pedras contra David e contra os seus servos, enquanto todo o povo e todos os valentes guerreiros caminhavam à direita e à esquerda do rei.
7 Semei amaldiçoava David, dizendo: «Sai daqui, sai daqui, homem iníquo e sanguinário.
8 O Senhor fez cair sobre ti todo o sangue da família de Saul, cujo trono usurpaste, e fez passar a realeza para as mãos do teu filho Absalão. Tiveste o castigo que merecias, porque és um homem sanguinário».
9 Abisaí, filho de Sarvia, disse ao rei: «Porque há de este cão morto amaldiçoar o rei, meu senhor? Deixa-me ir cortar-lhe a cabeça».
10 O rei, porém, respondeu: «Que vos importa isso, filho de Sarvia? Se o Senhor lhe ordenou que amaldiçoasse David, quem O pode censurar?».
11 Depois David disse a Abisaí e a todos os seus servos: «Se um filho meu, nascido do meu próprio sangue, procura tirar-me a vida, quanto mais um homem de Benjamim! Deixai-o amaldiçoar, se foi o Senhor quem lho ordenou.
12 Talvez o Senhor olhe para a minha aflição e transforme em bênçãos as maldições deste dia».
13 David e os seus homens continuaram o seu caminho.

3,2-3.4-5.6-7.

R/ O Senhor me sustenta e ampara.

2 Senhor, são tantos os meus inimigos,
tão numerosos os que se levantam contra mim!
3 Muitos são os que dizem a meu respeito:
«Deus não o vai salvar».

4 Vós, porém, Senhor, sois o meu protetor,
a minha glória e Aquele que me sustenta.
5 Em altos brados clamei ao Senhor,
Ele respondeu-me da sua montanha sagrada.

6 Deito-me e adormeço, e me levanto:
sempre o Senhor me ampara.
7 Não temo a multidão,
que de todos os lados me cerca.

5,1-20.

1 Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos chegaram ao outro lado do mar, à região dos gerasenos.
2 Logo que Ele desembarcou, saiu ao seu encontro, dos túmulos onde morava, um homem possesso de um espírito impuro.
3 Já ninguém conseguia prendê-lo, nem sequer com correntes,
4 pois estivera preso muitas vezes com grilhões e cadeias e ele despedaçava os grilhões e quebrava as cadeias. Ninguém era capaz de dominá-lo.
5 Andava sempre, de dia e de noite, entre os túmulos e pelos montes, a gritar e a ferir-se com pedras.
6 Ao ver Jesus de longe, correu a prostrar-se diante dele e disse,
7 clamando em alta voz: «Que tens a ver comigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo? Conjuro-Te, por Deus, que não me atormentes».
8 Porque Jesus dizia-lhe: «Espírito impuro, sai desse homem».
9 E perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?». Ele respondeu: «O meu nome é Legião, porque somos muitos».
10 E suplicava instantemente que não os expulsasse daquela região.
11 Ora, ali junto do monte, andava a pastar uma grande vara de porcos.
12 Os espíritos impuros pediram a Jesus: «Manda-nos para os porcos e entraremos neles».
13 Jesus consentiu. Então os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. A vara, que era de cerca de dois mil, lançou-se ao mar, do precipício abaixo, e os porcos afogaram-se.
14 Os guardadores fugiram e levaram a notícia à cidade e aos campos; e, de lá, vieram ver o que tinha acontecido.
15 Ao chegarem junto de Jesus, viram, sentado e em perfeito juízo, o possesso que tinha tido a legião; e ficaram cheios de medo.
16 Os que tinham visto narraram o que havia acontecido ao possesso e o que se passara com os porcos.
17 Então pediram a Jesus que Se retirasse do seu território.
18 Quando Ele ia a subir para o barco, o homem que tinha sido possesso pediu-Lhe que o deixasse ir com Ele.
19 Jesus não lho permitiu, mas disse-lhe: «Vai para casa, para junto dos teus, conta-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti».
20 Então ele foi-se embora e começou a apregoar na Decápole o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados.

Comentário ao Evangelho

«O homem que tinha sido possesso pediu-Lhe que o deixasse ir com Ele. Jesus [...] disse-lhe: "Vai para casa, para junto dos teus, conta-lhes tudo o que o Senhor te fez"»

Somos chamados a amar o mundo. E Deus amou de tal forma o mundo que lhe deu Jesus (cf Jo 3,16). Hoje, Ele ama de tal forma o mundo que nos dá ao mundo, a ti e a mim, para sermos o seu amor, a sua compaixão e a sua presença, através de uma vida de oração, de sacrifício e de entrega. A resposta que Deus espera de ti é que te tornes contemplativo, que sejas contemplativo.

Levemos a palavra de Jesus a sério e sejamos contemplativos no coração do mundo, porque, se temos fé, estamos perpetuamente na sua presença. Pela contemplação, a alma bebe diretamente do coração de Deus as graças que a vida ativa está encarregada de distribuir. A nossa vida deve estar unida a Cristo vivo, que está em nós. Se não vivermos na presença de Deus, não conseguiremos perseverar.

O que é a contemplação? É viver a vida de Jesus. É assim que a compreendo. Amar Jesus, viver a sua vida no âmago da nossa e viver a nossa no seio da sua. [...] A contemplação não ocorre por nos fecharmos num quarto às escuras, mas por permitirmos a Jesus que viva a sua Paixão, o seu amor, a sua humildade em nós, que reze connosco, que esteja connosco e que santifique através de nós. A nossa vida e a nossa contemplação são uma só coisa. Não é uma questão de fazer, mas de ser. De facto, trata-se da plena fruição do nosso espírito pelo Espírito Santo, que derrama em nós a plenitude de Deus e nos envia a toda a Criação como sua mensagem pessoal de amor (cf Mc 16,15).

Santa Teresa de Calcutá (1910-1997) fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade «Não há amor maior»

Santo do Dia