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Liturgia diária

4º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 30 De Janeiro Cor litúrgica: Verde

1,4-5.17-19.

4 No tempo de Josias, rei de Judá, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
5 «Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constituí profeta entre as nações».
17 Cinge os teus rins e levanta-te, para ires dizer tudo o que Eu te ordenar. Não temas diante deles, senão serei Eu que te farei temer a sua presença.
18 Hoje mesmo faço de ti uma cidade fortificada, uma coluna de ferro e uma muralha de bronze, diante de todo este país, dos reis de Judá e dos seus chefes, diante dos sacerdotes e do povo da terra.
19 Eles combaterão contra ti, mas não poderão vencer-te, porque Eu estou contigo para te salvar».

71(70),1-2.3-4a.5-6ab.15ab.17.

R/ A minha boca proclamará a vossa salvação.

1 Em Vós, Senhor, me refugio,
jamais serei confundido.
2 Pela vossa justiça, defendei-me e salvai-me,
prestai ouvidos e libertai-me.

3 Sede para mim um refúgio seguro,
a fortaleza da minha salvação.
Vós sois a minha defesa e o meu refúgio:
4 meu Deus, salvai-me do pecador.

5 Sois Vós, Senhor, a minha esperança,
a minha confiança desde a juventude.
6 Desde o nascimento Vós me sustentais,
6 desde o seio materno sois o meu protetor.

15 A minha boca proclamará a vossa justiça,
15 dia após dia a vossa infinita salvação.
17 Desde a juventude Vós me ensinais
e até hoje anunciei sempre os vossos prodígios.

12,31.13,1-13.

31 Irmãos: Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados. Vou mostrar-vos um caminho de perfeição que ultrapassa tudo:
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos. se não tiver caridade, sou como bronze que ressoa ou como címbalo que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu possua a plenitude da fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou.
3 Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada me aproveita.
4 A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa;
5 não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento;
6 não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade;
7 tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O dom da profecia acabará, o dom das línguas há de cessar, a ciência desaparecerá; mas a caridade não acaba nunca.
9 De maneira imperfeita conhecemos, de maneira imperfeita profetizamos.
10 Mas quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
11 Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Mas quando me fiz homem, deixei o que era infantil.
12 Agora vemos como num espelho e de maneira confusa, depois, veremos face a face. Agora, conheço de maneira imperfeita; depois, conhecerei como sou conhecido.
13 Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.

4,21-30.

21 Naquele tempo, Jesus começou a falar na sinagoga de Nazaré, dizendo: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».
22 Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?».
23 Jesus disse-lhes: «Por certo Me citareis o ditado: "Médico, cura-te a ti mesmo". Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum».
24 E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra.
25 Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a Terra;
26 contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia.
27 Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã».
28 Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga.
29 Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-no até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo.
30 Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.

Comentário ao Evangelho

E «renovais a face da Terra» (Sl 103, 30)

Cristo quis atrair o mundo a Si e reconduzir a Deus Pai todos os habitantes da Terra, para refazer todas as coisas e renovar a face da Terra. Sendo o Senhor do Universo, tomou «a condição de servo» (Fil 2,7) e anunciou a Boa Nova aos pobres, pois para isso fora enviado (cf Lc 4,18).

Os pobres, ou antes, aqueles que podemos considerar pobres são os que sofrem por estarem privados do bem, os que se veem sem esperança e sem Deus neste mundo (cf Ef 2,12), como diz a Escritura. São os que vieram do paganismo e, enriquecidos pela fé em Cristo, beneficiaram deste tesouro divino: a proclamação da Salvação, pela qual se tornaram participantes do Reino dos Céus e concidadãos dos santos, herdeiros das realidades que o homem não pode compreender nem exprimir – daquilo que, segundo o apóstolo Paulo, nem olho viu nem ouvido ouviu, nem o coração do homem é capaz de pressentir, que é o que Deus tem preparado para aqueles que O amam (cf 1Cor 2,9). [...]

Os descendentes de Israel também tinham o coração ferido, eram pobres e estavam como que prisioneiros, mergulhados nas trevas. [...] É precisamente a eles que Cristo anuncia em primeiro lugar os benefícios da sua vinda, proclamando o ano da graça do Senhor (cf Lc 4,19) e o dia da recompensa.

São Cirilo de Alexandria (380-444) bispo, doutor da Igreja Sobre o Profeta Isaías, 5, 5; PG 70, 1352-1353

Santo do Dia