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Liturgia diária

Segunda-feira da 34ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 22 De Novembro Cor litúrgica: Verde

1,1-6.8-20.

1 No terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei de Babilónia, veio cercar Jerusalém.
2 O Senhor entregou-lhe nas mãos Joaquim, rei de Judá, e uma parte dos objetos do templo de Deus. Ele levou-os para a terra de Sinear e depositou-os no tesouro do templo do seu deus.
3 Depois o rei mandou a Aspenaz, chefe do pessoal do palácio, que trouxesse de entre os filhos de Israel alguns jovens de sangue real ou de família nobre,
4 sem defeito, de boa presença, dotados de toda a sabedoria, instruídos, inteligentes e cheios de vigor, a fim de os colocar no palácio do rei e ensinar-lhes a literatura e a língua dos caldeus.
5 O rei fixou-lhes uma provisão diária da sua mesa e do vinho que ele bebia, ordenando que fossem educados durante três anos e depois entrariam ao serviço do rei.
6 Entre eles havia alguns filhos de Judá: Daniel, Ananias, Misael e Azarias.
8 Daniel fez o propósito firme de não se contaminar com o alimento do rei e o vinho que ele bebia. Pediu ao chefe do palácio que não o obrigasse a manchar-se
9 e Deus fez que Daniel ganhasse a simpatia do chefe do pessoal do palácio.
10 Mas o chefe do pessoal disse a Daniel: «Tenho medo do rei, meu senhor, que vos determinou o alimento e a bebida. Se ele vir as vossas fisionomias mais abatidas que a dos jovens da vossa idade, pondes a minha cabeça em perigo diante do rei».
11 Daniel disse ao guarda a quem o chefe do pessoal tinha confiado Daniel, Ananias, Misael e Azarias:
12 «Peço-te que ponhas à prova os teus servos durante dez dias: dá-nos apenas legumes para comer e água para beber.
13 Depois verás o nosso aspeto e o dos jovens que comem do alimento real e procederás com os teus servos conforme o que tiveres visto».
14 O guarda consentiu no que eles lhe propuseram e pô-los à prova durante dez dias.
15 E notou-se, ao fim dos dez dias, que eles tinham melhor aspeto e estavam mais nutridos do que todos os jovens sustentados pelo alimento real.
16 Então o guarda retirou-lhes o alimento que lhes era destinado e o vinho que deviam beber e continuou a dar-lhes legumes.
17 Deus concedeu a esses quatro jovens a ciência e o conhecimento de toda a escritura e de toda a sabedoria e a Daniel a inteligência de todas as visões e sonhos.
18 Ao fim do tempo fixado pelo rei para que os vários jovens lhe fossem apresentados, o chefe do pessoal levou-os à presença de Nabucodonosor.
19 O rei conversou com eles e não havia entre todos quem se comparasse a Daniel, Ananias, Misael e Azarias, que por isso ficaram ao serviço do rei.
20 Sempre que o rei os consultava em questões de sabedoria e inteligência, verificava que eles eram dez vezes superiores aos magos e adivinhos que havia em todo o seu reino.

3,52.53.54.55.56.

R/ Digno é o Senhor de louvor e de glória para sempre.

52 Bendito sejais, Senhor, Deus dos nossos pais:
digno de louvor e de glória para sempre.
Bendito o vosso nome glorioso e santo:
digno de louvor e de glória para sempre.

53 Bendito sejais no templo santo da vossa glória:
digno de louvor e de glória para sempre.
54 Bendito sejais no trono da vossa realeza:
digno de louvor e de glória para sempre.

55 Bendito sejais, Vós que sondais os abismos e estais sentado sobre os querubins:
digno de louvor e de glória para sempre.
56 Bendito sejais no firmamento do céu:
digno de louvor e de glória para sempre.

21,1-4.

1 Naquele tempo, Jesus levantou os olhos e viu os ricos deitarem na arca do Tesouro as suas ofertas.
2 Viu também uma viúva muito pobre deitar duas pequenas moedas.
3 Então Jesus disse: «Em verdade vos digo: Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.
4 Todos eles deram do que lhes sobrava; mas ela, na sua penúria, ofereceu tudo o que possuía para viver».

Comentário ao Evangelho

Dar tudo porque Cristo tudo deu

Meu Senhor Jesus, quão depressa será pobre aquele que, amando-Vos de todo o coração, não puder suportar ser mais rico do que o seu Bem-amado! Quão depressa será pobre aquele que, sabendo que tudo o que for feito a um destes pequeninos é a Vós que é feito e tudo o que o não for também o não será a Vós (Mt 25,40.45), aliviar toda a miséria que tem ao seu alcance! Quão depressa será pobre aquele que receber com fé as vossas palavras: «Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá o dinheiro aos pobres», «Felizes os pobres», «Todo aquele que tiver deixado os seus bens por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna» (Mt 19,21.29; 5,3; 19,29), e tantas outras como estas!

Deus meu, não me parece que seja possível a estas almas, ao ver-Vos pobre, permanecerem ricas por vontade, vendo-se maiores do que o seu Mestre, o seu Bem-amado, ou, se depender delas, não quererem ser parecidas convosco em tudo, sobretudo nas vossas humilhações [...]. Não concebo o amor sem a necessidade imperiosa de tornar conformes, semelhantes e, acima de tudo, correspondidas, todas as dores, todas as penas, todas as asperezas da vida. Por mim, meu Deus, não posso ser rico e viver desafogadamente dos meus bens quando Vós fostes pobre e vivestes com dificuldades, tirando laboriosamente o sustento duma custosa profissão. Não sei amar assim.

Não convém que o servo seja «maior do que o seu Senhor» (Jo 13,16), nem que a esposa seja rica quando o Esposo é pobre [...]. E não posso compreender o amor sem esta procura de identificação [...], sem esta necessidade de partilha de todas as cruzes.

Beato Charles de Foucauld (1858-1916) eremita e missionário no Saara Retiro de Nazaré (1897)

Santo do Dia