Liturgia diária
Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo – solenidade
7,13-14.
13 Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença.
14 Foi-Lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram. O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino jamais será destruído.
93(92),1abc.1d-2.5.
R/ O Senhor é rei num trono de luz.
1 O Senhor é Rei,
1 revestiu-Se de majestade,
1 revestiu-Se e cingiu-Se de poder.
Firmou o Universo, que não vacilará.
1 Firmou o Universo, que não vacilará.
2 É firme o vosso trono desde sempre.
Vós existis desde toda a eternidade.
5 Os vossos testemunhos são dignos de toda a fé,
a santidade habita na vossa casa
por todo o sempre.
1,5-8.
5 Jesus Cristo é a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da Terra. Àquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado
6 e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Ámen.
7 Ei-lo que vem entre as nuvens, e todos os olhos O verão, mesmo aqueles que O trespassaram; e por sua causa hão de lamentar-se todas as tribos da Terra. Sim. Ámen.
8 «Eu sou o Alfa e o Ómega», diz o Senhor Deus, «Aquele que é, que era e que há de vir, o Senhor do Universo».
18,33b-37.
33 Naquele tempo, disse Pilatos a Jesus: «Tu és o rei dos Judeus?».
34 Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?».
35 Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?».
36 Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui».
37 Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és Rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».
Comentário ao Evangelho
«O meu reino não é deste mundo»
Sois Rei, Deus meu, para sempre [...]. Quando se diz no credo que vosso reino não terá fim, isto dá-me quase sempre particular consolação. Louvo-Vos, Senhor, e bendigo-Vos para sempre; enfim, o vosso reino durará para sempre! Nunca permitais, Senhor, que se tenha por bom que quem for falar convosco o faça só com a boca. [...] Não nos devemos aproximar para falar a um príncipe com o mesmo descuido que a um lavrador ou a uma pobre como nós, pois como quer que seja que nos falem, está bem.
E assim, já que, por humildade deste Rei, se eu por grosseira não Lhe sei falar, Ele nem por isso deixa de me ouvir nem de me chegar a Si, nem me lançam fora os seus guardas; porque bem sabem os anjos que ali estão a índole do seu Rei, que gosta mais desta rudeza dum pastorzinho humilde, pois vê que se mais soubera mais diria, que dos mui sábios e letrados, por elegantes arrazoados que façam, se não vão acompanhados de humildade, não é razão que, por Ele ser bom, sejamos nós descomedidas. Sequer ao menos para Lhe agradecer o que Ele sofre da vizinhança, consentindo uma como eu ao pé de Si, é bem que procuremos conhecer a sua limpeza e quem é. É verdade que, logo em chegando, se conhece, não como a senhores de cá, que em nos dizendo quem foi seu pai e os contos que tem, nada mais há a saber. [...]
Sim, aproximai-vos pensando e entendendo, ao chegar, com quem ides falar ou com quem estais falando. Em mil vidas das nossas, não acabaremos de entender como merece ser tratado este Senhor, diante de quem tremem os anjos. Em tudo manda, tudo pode; seu querer é operar. Pois razão será, filhas, que procuremos deleitar-nos nestas grandezas que tem o nosso Esposo e entendamos com quem estamos casadas e que vida havemos de ter.
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