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Liturgia diária

Terça-feira da 29ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 19 De Outubro Cor litúrgica: Verde

5,12.15b.17-19.20b-21.

12 Irmãos: Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim também a morte atingiu todos os homens, porque todos pecaram.
15 Se pelo pecado de um só pereceram todos, com muito mais razão a graça de Deus, dom contido na graça de um só homem, Jesus Cristo, se concedeu com abundância a todos os homens.
17 Se a morte reinou pelo pecado de um só homem, com muito mais razão aqueles que recebem com abundância a graça e o dom da justiça reinarão na vida por meio de um só, Jesus Cristo.
18 Porque, assim como pelo pecado de um só veio para todos os homens a condenação, assim também pela obra de justiça de um só virá para todos a justificação, que dá a vida.
19 De facto, como pela desobediência de um só homem todos se tornaram pecadores, assim também pela obediência de um só todos se tornarão justos.
20 Onde abundou o pecado superabundou a graça,
21 para que, assim como o pecado reinou pela morte, também a graça reine pela justiça, para nos dar a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor.

40(39),7-8a.8b-9.10.17.

R/ Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade.

7 Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,
mas abristes-me os ouvidos;
não pedistes holocaustos nem expiações,
8 então clamei: «Aqui estou.

8 De mim está escrito no livro da Lei
9 que faça a vossa vontade.
Assim o quero, ó meu Deus,
a vossa lei está no meu coração».

10 Proclamei a justiça na grande assembleia,
não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.

17 Alegrem-se e exultem em Vós
todos os que Vos procuram.
Digam sempre: «Grande é o Senhor»
os que desejam a vossa salvação.

12,35-38.

35 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende os rins cingidos e as lâmpadas acesas.
36 Sede como homens que esperam o seu senhor voltar do casamento, para lhe abrirem logo a porta quando chegar e bater.
37 Felizes esses servos que o senhor, ao chegar, encontrar vigilantes. Em verdade vos digo: cingir-se-á e mandará que se sentem à mesa e, passando diante deles, os servirá.
38 Se vier à meia-noite ou de madrugada, felizes serão se assim os encontrar.

Comentário ao Evangelho

«Tende os rins cingidos e as lâmpadas acesas»

Acontece muitas vezes uma pessoa trabalhar numa coisa que não lhe sai como gostaria, o que a deixa triste e aborrecida; diz então para consigo: «Mais valia renunciar a este empreendimento, que me ocupou tanto tempo sem resultado, e procurar paz e repouso para a minha alma».

Nessas alturas, a alma deve resistir, pela fome da honra de Deus e da salvação das almas, rejeitando os propósitos do amor próprio e dizendo: «Não quero evitar o trabalho nem fugir dele, porque não sou digna de paz e repouso; quero manter-me no posto que me foi confiado, e honrar corajosamente a Deus, trabalhando por Ele e pelo próximo». Vendo a nossa perturbação de espírito, o demónio tenta-nos por vezes a pensar, para nos desgostar dos nossos empreendimentos: «Ofendo mais a Deus do que O sirvo. Mais valia abandonar esta tarefa, não porque me desagrade, mas para deixar de fazer tolices». Caríssimo pai, não se oiça nem oiça o demónio, quando ele vos mete tais pensamentos no espírito e no coração. Pelo contrário, entregue-se com alegria ao trabalho, com santos e ardentes desejos, sem qualquer temor servil.

Não receie ofender a Deus, porque a ofensa consiste numa vontade perversa e culpada. Quando a vontade não é segundo Deus, há pecado; mas, quando a alma está privada das consolações que sentia quando recitava o ofício e os salmos, quando não consegue rezar no tempo, no lugar e com a paz que gostaria de ter, nem por isso o seu esforço se perde, porque está a trabalhar por Deus. Não pode, pois, deixar-se afetar por isso, sobretudo quando a sua fadiga é em função do serviço à Esposa de Cristo; a nossa inteligência é incapaz de compreender e de imaginar quão meritório e agradável a Deus é tudo o que fazemos por sua Esposa.

Santa Catarina de Sena (1347-1380) terceira dominicana, doutora da Igreja, copadroeira da Europa Carta 85 a Nicolas d'Osimo, n.º 39

Santo do Dia