Liturgia diária
Sábado da 23ª semana do Tempo Comum
1,15-17.
15 Caríssimo: É digna de fé esta palavra e merecedora de toda a aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, e eu sou o primeiro deles.
16 Mas alcancei misericórdia, para que, em mim primeiramente, Jesus Cristo manifestasse toda a sua magnanimidade, como exemplo para os que hão de acreditar nele, para a vida eterna.
17 Ao Rei dos séculos, Deus imortal, invisível e único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amen.
113(112),1-2.3-4.5a.6-8.
R/ Bendito seja o nome do Senhor para sempre.
1 Louvai, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor.
2 Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre.
3 Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
4 O Senhor domina sobre todos os povos,
a sua glória está acima dos céus.
5 Quem se compara ao Senhor nosso Deus,
6 que Se inclina lá do alto
a olhar o céu e a Terra?
7 Levanta do pó o indigente
e tira o pobre da miséria,
8 para o fazer sentar
com os grandes do seu povo.
6,43-49.
43 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto.
44 Cada árvore conhece-se pelo seu fruto: não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas das sarças.
45 O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, da sua maldade tira o mal; pois a boca fala do que transborda do coração.
46 Porque Me chamais "Senhor! Senhor!", mas não fazeis o que vos digo?
47 Vou mostrar-vos a quem se assemelha todo aquele que vem ter comigo, ouve as minhas palavras e as põe em prática.
48 É semelhante a um homem que, para construir a casa, escavou, aprofundou e assentou os alicerces sobre a rocha. Quando veio uma cheia, a torrente irrompeu contra aquela casa, mas não a pôde abalar, porque estava bem construída.
49 Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem que construiu a casa sobre a terra, sem alicerces. A torrente irrompeu contra aquela casa, que imediatamente desabou; e foi grande a sua ruína».
Comentário ao Evangelho
Assentar os alicerces sobre a rocha
A pregação da Igreja apresenta, sob todos os aspetos, uma solidez inabalável: permanece idêntica a si mesma e beneficia do testemunho dos profetas, dos apóstolos e de todos os seus discípulos, testemunho que engloba o começo, o meio e o fim, a totalidade do desígnio de Deus, infalivelmente ordenada para a salvação do homem e pedra angular da nossa fé. Por isso, preservamos cuidadosamente essa fé que recebemos da Igreja [...]. Com efeito, foi à Igreja que foi confiado o «dom de Deus» (Jo 4,10), assim como o sopro tinha sido confiado à primeira obra que Deus modelou, Adão (cf Gn 2,7), a fim de que todos os membros da Igreja possam dele participar e por ele ser vivificados. Nela é que foi depositada a comunhão com Cristo, isto é, o Espírito Santo, penhor do dom da incorruptibilidade, confirmação da nossa fé e escada para a nossa ascensão até Deus: «Na Igreja, Deus colocou apóstolos, profetas, doutores» e todos os outros, por ação do Espírito (1Cor 12,28.11).
Onde estiver a Igreja, está também o Espírito Santo; e onde está o Espírito de Deus, está também a Igreja e toda a graça. E o Espírito é Verdade (cf 1Jo 5,6). É por isso que aqueles que se excluem do Espírito deixam de se alimentar e de receber a vida no seio de sua Mãe, e de participar da fonte límpida que brota do corpo de Cristo (cf Jo 7,37); pelo contrário, «constroem para si cisternas quebradas» (Jr 2,13). [...] Tornando-se estrangeiros à verdade, é fatal que persistam no erro e sejam abalados por ele, que [...] não tenham nunca uma doutrina firmemente estabelecida, uma vez que preferem ser argumentadores de palavras a ser discípulos da verdade. Porque não se alicerçam na única rocha, mas na areia.
Santo do Dia
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