Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

17º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 25 De Julho Cor litúrgica: Verde

4,42-44.

42 Naqueles dias, veio um homem da povoação de Baal-Salisa e trouxe a Eliseu, o homem de Deus, pão feito com os primeiros frutos da colheita. Eram vinte pães de cevada e trigo novo no seu alforge. Eliseu disse: «Dá-os a comer a essa gente».
43 O servo respondeu: «Como posso com isto dar de comer a cem pessoas?». Eliseu insistiu: «Dá-os a comer a essa gente, porque assim fala o Senhor: Comerão e ainda há de sobrar».
44 Deu-lhos e eles comeram, e ainda sobrou, segundo a palavra do Senhor.

145(144),10-11.15-16.17-18.

R/ Abris, Senhor, as vossas mãos e saciais a nossa fome.

10 Graças Vos deem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
11 Proclamem a glória do vosso Reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos.

15 Todos têm os olhos postos em Vós,
e a seu tempo lhes dais o alimento.
16 Abris as vossas mãos
e todos saciais generosamente.

17 O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
18 O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.

4,1-6.

1 Irmãos: Eu, prisioneiro pela causa do Senhor, recomendo-vos que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chamados:
2 procedei com toda a humildade, mansidão e paciência; suportai-vos uns aos outros com caridade;
3 empenhai-vos em manter a unidade de espírito, pelo vínculo da paz.
4 Há um só corpo e um só Espírito, como existe uma só esperança na vida a que fostes chamados.
5 Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.
6 Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, atua em todos e em todos Se encontra.

6,1-15.

1 Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades.
2 Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes.
3 Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos.
4 Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
5 Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?».
6 Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer.
7 Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um».
8 Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro:
9 «Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?».
10 Jesus respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar, e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil.
11 Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram.
12 Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca».
13 Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido.
14 Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo».
15 Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-lo para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.

Comentário ao Evangelho

A multiplicação dos pães

Nosso Senhor multiplicou o pão no deserto, e em Caná transformou a água em vinho. Deste modo, habituou a boca dos discípulos ao seu pão e ao seu vinho, até à altura em que lhes daria o seu corpo e o seu sangue: fê-los provar um pão e um vinho transitórios para fazer nascer neles o desejo do seu corpo e do seu sangue vivificantes. Deu-lhes generosamente estas pequenas coisas, para que eles soubessem que a sua dádiva suprema seria gratuita. Deu-lhas gratuitamente, embora pudesse ter-lhas vendido, para ficarem a saber que não lhes pediria que pagassem uma coisa inestimável; porque, embora eles pudessem pagar o preço do pão e do vinho, não poderiam pagar o seu corpo e o seu sangue.

E não só nos ofereceu gratuitamente as suas dádivas, como nos tratou com afeto. Porque deu-nos estas pequenas coisas gratuitamente para nos atrair a Si, para irmos a Ele e recebermos gratuitamente o enorme bem que é a eucaristia. As pequenas porções de pão e de vinho que ofereceu eram agradáveis à boca, mas a dádiva do seu corpo e do seu sangue é útil ao espírito. Ele atraiu-nos através de alimentos agradáveis ao paladar para nos chamar para aquilo que dá vida à nossa alma. [...]

A obra do Senhor abarca tudo: num abrir e fechar de olhos, multiplicou um pedaço de pão. O que os homens precisam de dez meses de trabalho para fazer e transformar, fizeram os seus dez dedos num instante. [...] De uma pequena quantidade de pão nasceu uma enorme quantidade de pães; foi como na primeira bênção: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a Terra» (Gn 1,28).

Santo Efrém (c. 306-373) diácono da Síria, doutor da Igreja Diatesseron - Comentário do Evangelho, 12, 1-4; SC 121

Santo do Dia