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Liturgia diária

Sábado da 16ª semana do Tempo Comum

Sábado, 24 De Julho Cor litúrgica: Verde

24,3-8.

3 Naqueles dias, Moisés veio comunicar ao povo todas as palavras do Senhor e todas as suas leis. O povo inteiro respondeu numa só voz: «Faremos tudo o que o Senhor ordenou».
4 Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. No dia seguinte, levantou-se muito cedo, construiu um altar no sopé do monte e ergueu doze pedras pelas doze tribos de Israel.
5 Depois, mandou que alguns jovens israelitas oferecessem holocaustos e imolassem novilhos, como sacrifícios pacíficos ao Senhor.
6 Moisés recolheu metade do sangue, deitou-o em vasilhas e derramou a outra metade sobre o altar.
7 Depois, tomou o Livro da Aliança e leu-o em voz alta ao povo, que respondeu: «Faremos quanto o Senhor disse e em tudo obedeceremos».
8 Então, Moisés tomou o sangue e aspergiu com ele o povo, dizendo: «Este é o sangue da aliança que o Senhor firmou convosco, mediante todas estas palavras».

50(49),1-2.5-6.14-15.

R/ A quem segue o caminho recto darei a salvação de Deus.

1 Falou o Senhor, Deus soberano,
e convocou a Terra, do Oriente ao Ocidente.
2 De Sião, cheia de beleza, Deus refulgiu,
o nosso Deus vem e não Se calará.

5 «Reuni os meus fiéis,
que selaram a minha aliança com um sacrifício».
6 Os céus proclamam a sua justiça:
o próprio Deus vem julgar.

14 Oferece a Deus sacrifícios de louvor
e cumpre os votos feitos ao Altíssimo.
15 Invoca-Me no dia da tribulação:
Eu te livrarei e tu Me darás glória».

13,24-30.

24 Naquele tempo, Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo.
25 Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora.
26 Quando o trigo cresceu e começou a espigar, apareceu também o joio.
27 Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: "Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?".
28 Ele respondeu-lhes: "Foi um inimigo que fez isso". Disseram-lhe os servos: "Queres que vamos arrancar o joio?".
29 "Não!", disse ele, "não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo.
30 Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro"».

Comentário ao Evangelho

«Deixai-os crescer ambos até à ceifa»

Não se deve julgar que, já durante o tempo da peregrinação terrena, o corpo da Igreja, por levar o nome de Cristo, consta só de membros com perfeita saúde, ou só dos que de facto são por Deus predestinados à sempiterna felicidade. Pela sua infinita misericórdia, o Salvador não recusa lugar no seu corpo místico àqueles a quem o não recusou outrora no banquete (cf. Mt 9,11; Mc 2,16; Lc 15,2). Nem todos os pecados, embora graves, são pela sua natureza tais que separem o homem do corpo da Igreja como fazem os cismas, a heresia e a apostasia. Nem perdem de todo a vida sobrenatural os que pelo pecado perderam a caridade e a graça santificante, e por isso se tornaram incapazes de mérito sobrenatural, mas conservam a fé e a esperança cristã, e, alumiados pela luz celeste, são divinamente estimulados com íntimas inspirações e moções do Espírito Santo ao temor salutar, à oração e ao arrependimento das suas culpas.

Tenha-se, pois, sumo horror ao pecado que mancha os membros místicos do Redentor; mas o pobre pecador que não se tornou por sua contumácia indigno da comunhão dos fiéis seja acolhido com maior amor, vendo-se nele com caridade operosa um membro enfermo de Jesus Cristo: Pois que é muito melhor, como nota o bispo de Hipona, «curá-los no corpo da Igreja, do que amputá-los como membros incuráveis. Enquanto o membro está ainda unido ao corpo, não devemos desesperar da sua saúde; uma vez amputado, nem se pode curar, nem se pode sarar».

Venerável Pio XII (1876-1958) papa Encíclica «Mystici corporis Christi», 1943

Santo do Dia