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Liturgia diária

Terça-feira da 16ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 20 De Julho Cor litúrgica: Verde

14,21-31.15,1.

21 Naqueles dias, Moisés estendeu a mão sobre o mar e o Senhor fustigou o mar, durante a noite, com um forte vento de leste. O mar secou e as águas dividiram-se.
22 Os filhos de Israel penetraram no mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda.
23 Os egípcios foram atrás deles: todos os cavalos do Faraó, os seus carros e cavaleiros seguiram-nos pelo mar dentro.
24 Na vigília da manhã, o Senhor olhou da coluna de fogo e da nuvem para o acampamento dos egípcios e lançou nele a confusão.
25 Bloqueou as rodas dos carros, que dificilmente se podiam mover. Então os egípcios disseram: «Fujamos dos israelitas, que o Senhor combate por eles contra os egípcios».
26 O Senhor disse a Moisés: «Estende a mão sobre o mar e as águas precipitar-se-ão sobre os egípcios, sobre os seus carros e os seus cavaleiros».
27 Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar retomou o seu nível normal, quando os egípcios fugiam na sua direção. E o Senhor precipitou-os no meio do mar.
28 As águas refluíram e submergiram os carros, os cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinham entrado no mar, atrás dos filhos de Israel. Nem um só escapou.
29 Mas os filhos de Israel tinham andado pelo mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda.
30 Nesse dia, o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar.
31 Viu também o grande poder que o Senhor exercera contra os egípcios, e o povo temeu o Senhor, acreditou nele e em seu servo Moisés.
1 Então Moisés e os filhos de Israel cantaram este hino em honra do Senhor: «Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória, precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro».

15,8-9.10.12.17.

8 Ao sopro da vossa ira amontoaram-se as águas
e as ondas formaram uma barreira,
rasgaram-se os abismos no meio do mar.

9 O inimigo dissera: «Hei de persegui-los,
hei de alcançá-los e repartir os seus despojos,
saciarei a minha alma destruindo-os à espada».

10 Mandastes o vento e o mar engoliu-os,
mergulharam como chumbo nas águas tumultuosas;
12 estendestes a vossa mão e logo os devorou a terra.

17 Mas conduzistes com amor o povo que libertastes
e com o vosso poder o levastes à vossa morada santa,
à morada segura que fizestes, Senhor.

12,46-50.

46 Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe.
47 Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo».
48 Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?».
49 E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos:
50 todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».

Comentário ao Evangelho

«Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe»

É lógico que nós, que estamos verdadeiramente apaixonados por Deus, queiramos somente o que Ele quer. Fora dos seus desejos, nada desejamos e, se desejássemos, era apenas o que é conforme à sua vontade; se assim não fosse, a nossa vontade não estaria unida à sua. Mas, se estivermos verdadeiramente unidos, por amor, à sua vontade, não desejaremos nada que Ele não deseje, não amaremos nada que Ele não ame e, abandonados à sua vontade, ser-nos-á indiferente o que Ele nos enviar e onde nos colocar. Tudo o que Ele quiser de nós ser-nos-á, não apenas indiferente, mas agradável.

Não sei se me engano no que digo; submeto-me em tudo Àquele que entende estas coisas; digo somente o que sinto. Na verdade, não desejo senão amá-lo e entrego tudo o resto nas suas mãos. Faça-se a sua vontade! Cada dia me sinto mais feliz, no meu completo abandono nas suas mãos.

São Rafael Arnaiz Barón (1911-1938) monge trapista espanhol Escritos espirituais 10/4/1938

Santo do Dia