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Liturgia diária

Sexta-feira da 11ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 18 De Junho Cor litúrgica: Verde

11,18.21b-30.

18 Irmãos: já que tantos se gloriam dos seus valores humanos, também eu me gloriarei.
21 Vou falar como insensato: se há quem tenha pretensões, também eu as tenho.
22 São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São descendentes de Abraão? Também eu.
23 São ministros de Cristo? Falo como insensato: eu ainda mais. Mais pelos trabalhos, mais pelas prisões, muito mais pelos açoites recebidos, pelos frequentes perigos de morte.
24 Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta golpes menos um;
25 três vezes fui flagelado com varas, uma vez apedrejado; três vezes naufraguei e passei sobre o abismo uma noite e um dia.
26 Fiz caminhadas sem conta. Sofri perigos nos rios, perigos dos ladrões, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos dos falsos irmãos.
27 Suportei trabalhos e canseiras, repetidas vigílias, fome, sede, frequentes jejuns, frio e nudez.
28 E além do mais, a minha preocupação de cada dia: o cuidado de todas as igrejas.
29 Quem é fraco, sem que eu também me sinta fraco? Quem é escandalizado, sem que eu me abrase?
30 Se é preciso gloriar-me, gloriar-me-ei da minha fraqueza.

34(33),2-3.4-5.6-7.

R/ Deus salva o justo de todas as tribulações.

2 A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
3 A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

4 Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
5 Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

6 Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
7 Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

6,19-23.

19 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não acumuleis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem os destroem e os ladrões os assaltam e roubam.
20 Acumulai tesouros no Céu, onde a traça e a ferrugem não os destroem e os ladrões não os assaltam nem roubam.
21 Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração.
22 A lâmpada do teu corpo são os olhos. Se o teu olhar for límpido, todo o teu corpo ficará iluminado.
23 Mas se o teu olhar for mau, todo o teu corpo andará nas trevas. E se a luz que há em ti são trevas, como serão grandes essas trevas!».

Comentário ao Evangelho

«Não acumuleis tesouros na Terra»

Neste momento solene, em que nós, os Padres do XXI Concílio Ecuménico da Igreja Católica, nos dispersarmos depois de quatro anos de oração e de trabalhos, na plena consciência da nossa missão para com a humanidade, dirigimo-nos com respeito e confiança àqueles que têm nas suas mãos o destino dos homens na Terra, a todos os depositários do poder temporal. [...]

Prestamos homenagem à vossa autoridade e soberania; respeitamos a vossa função; reconhecemos as vossas leis justas; estimamos aqueles que as fazem e os que as aplicam. Mas temos uma palavra sagrada a dizer-vos: só Deus é grande. Só Deus é o princípio e o fim. Só Deus é a fonte da vossa autoridade e o fundamento das vossas leis.

É a vós que compete ser, na Terra, os promotores da ordem e da paz entre os homens. Mas não esqueçais que Deus, o Deus vivo e verdadeiro, é o Pai dos homens; e que Cristo, seu eterno Filho, nos veio dizer e ensinar que somos todos irmãos. É Ele o grande artífice da ordem e da paz na Terra, porque é Ele que dirige a história humana e é o único que pode levar os corações a renunciar às más paixões que geram a guerra e a infelicidade. Ele abençoa o pão da humanidade, santifica o seu trabalho e os seus sofrimentos, dá-lhe alegrias que vós não podeis dar, reconforta-a nas dores que vós não podeis consolar. Na vossa cidade terrestre e temporal, Ele constrói misteriosamente a sua cidade espiritual e eterna, a sua Igreja.

Concílio Vaticano II Mensagem do papa Paulo VI aos governantes, 08-12-1965

Santo do Dia