Liturgia diária
Visitação de Nossa Senhora – festa
3,14-18.
14 Clama jubilosamente, filha de Sião; solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém.
15 O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor, Deus de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal.
16 Naquele dia, dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos.
17 O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa,
18 como nos dias de festa». Afastei para longe de ti a desventura, a humilhação que te oprimia, Jerusalém.
12,2-3.4bcd.5-6.
R/ Exultai de alegria, porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.
2 Deus é o meu Salvador,
tenho confiança e nada temo.
O Senhor é a minha força e o meu louvor.
Ele é a minha salvação.
3 Tirareis água com alegria das fontes da salvação.
4 Agradecei ao Senhor, invocai o seu nome.
4 Anunciai aos povos a grandeza das suas obras,
4 proclamai a todos que o seu nome é santo.
5 Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,
anunciai-as em toda a Terra.
6 Entoai cânticos de alegria e exultai, habitantes de Sião,
porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.
1,39-56.
39 Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá.
40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo
42 e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
43 Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?
44 Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio.
45 Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».
46 Maria disse então:
«A minha alma glorifica o Senhor
47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
48 porque pôs os olhos na humildade da sua serva,
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
49 O Todo-poderoso fez em mim maravilhas,
Santo é o seu nome.
50 A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.
51 Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos.
52 Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes.
53 Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu de mãos vazias.
54 Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia,
55 como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência para sempre».
56 Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.
Comentário ao Evangelho
«Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente»
Maria, minha Mãe, a festa de hoje é uma festa vossa e uma festa de Jesus; pois, tal como a festa da Purificação, que é sobretudo a Apresentação de Jesus, também a festa da Visitação é uma das vossas festas mais belas, mas é, acima de tudo, uma festa de Nosso Senhor, pois é Ele que age em vós e através de vós. A Visitação é «o amor de Cristo [que] nos urge» (2Cor 5,14), é Jesus que, mal entrou em vós, teve sede de fazer outros santos e felizes. Pela Anunciação, Ele manifestou-Se e deu-Se a vós, santificando-vos maravilhosamente; mas não Lhe bastou: no seu amor pelos homens, quis de imediato manifestar-Se e dar-Se, através de vós, a outros, quis santificar outros e por isso fez que O transportásseis a casa de São João Batista. [...]
O que a Virgem santa vai fazer na Visitação não é uma visita a sua prima para se consolarem e se edificarem mutuamente pela narrativa das maravilhas que Deus fez nelas; menos ainda é uma visita de caridade material para a ajudar nos últimos meses da gravidez e no parto. É muito mais do que isso: ela vai santificar São João, vai anunciar-lhe a Boa Nova [...], não através de palavras suas, mas levando-lhe o silêncio de Jesus. [...]
O mesmo fazem as religiosas e os religiosos que se entregam à contemplação nos países de missão. [...] Ó minha Mãe, fazei com que sejamos fiéis à nossa missão, a esta bela missão que recebemos: que levemos fielmente a essas pobres almas, que estão mergulhadas «nas sombras da morte» (Lc 1,79), o divino Jesus.
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