Liturgia diária
Quarta-feira da 6ª semana da Páscoa
17,15.22-34.18,1.
15 Naqueles dias, os que acompanhavam Paulo levaram-no a Atenas e voltaram em seguida, encarregados de transmitirem a Silas e a Timóteo a ordem de irem ter com Paulo o mais depressa possível.
22 Um dia, Paulo, de pé no meio do Areópago, disse: «Atenienses, vejo que sois em tudo extremamente religiosos.
23 Na verdade, quando eu andava percorrendo a vossa cidade e observando os vossos monumentos sagrados, encontrei até um altar com a inscrição: "Ao Deus desconhecido". Pois bem: Aquele que venerais sem O conhecer, é esse que eu vos anuncio.
24 O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe é o Senhor do céu e da Terra. Não habita em templos feitos por mãos humanas,
25 nem é servido pelas mãos dos homens, como se tivesse necessidade de alguma coisa. É Ele que a todos dá a vida, a respiração e tudo o mais.
26 Criou de um só homem todo o género humano, para habitar sobre a superfície da Terra, e fixou períodos determinados e os limites da sua habitação,
27 para que os homens procurassem a Deus e se esforçassem realmente para O atingir e encontrar. Na verdade, Ele não está longe de cada um de nós.
28 É nele que vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dos vossos poetas: "Somos da raça de Deus".
29 Se nós somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e engenho do homem.
30 Sem olhar a estes tempos de ignorância, Deus fez saber agora aos homens que todos e em toda a parte se devem arrepender;
31 pois Ele fixou um dia em que há de julgar o universo com justiça por meio de um homem que escolheu, e deu a todos motivo de crédito, ressuscitando-O de entre os mortos».
32 Ao ouvirem falar da ressurreição dos mortos, alguns zombavam, mas outros disseram: «Havemos de te ouvir falar disto ainda outra vez».
33 Foi assim que Paulo saiu do meio deles.
34 No entanto, alguns homens juntaram-se a Paulo e abraçaram a fé; entre eles, Dionísio, o Areopagita, e também uma mulher chamada Dâmaris, e outros com eles.
1 Depois disto, Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto.
148(147),1-2a.11-12ab.14abcd.
R/ O céu e a terra proclamam a vossa glória.
1 Louvai o Senhor do alto dos céus,
louvai-O nas alturas,
2 louvai-O, todos os seus anjos.
11 Reis e povos do mundo,
príncipes e todos os juízes da terra,
12 jovens e donzelas,
12 velhos e crianças.
14 Exaltou a força do seu povo:
14 louvem-no todos os seus fiéis,
14 os filhos de Israel,
14 seu povo eleito.
16,12-15.
12 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora.
13 Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.
14 Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará.
15 Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».
Comentário ao Evangelho
«O Espírito da verdade [...] vos guiará para a verdade plena»
«Ninguém conhece o que há em Deus, senão o Espírito de Deus» (1Cor 2,11). Ora, o Seu Espírito, que O revela, faz-nos conhecer a Cristo, o seu Verbo, a sua Palavra viva; mas não Se diz a Si próprio. Aquele que «falou pelos profetas» faz-nos ouvir a Palavra do Pai. Mas a Ele, não O ouvimos; só O conhecemos no movimento em que Ele nos revela o Verbo e nos dispõe a acolhê-lo na fé. O Espírito de verdade, que nos «revela» Cristo, «não fala de Si próprio» (Jo 16,13). Tal ocultação, propriamente divina, explica porque é que «o mundo não O pode receber, porque não O vê nem O conhece», enquanto aqueles que creem em Cristo O conhecem, porque Ele habita com eles e está neles (Jo 14,17).
A Igreja, comunhão viva na fé dos Apóstolos que ela transmite, é o lugar do nosso conhecimento do Espírito Santo nas Escrituras, que Ele inspirou; na Tradição, de que os Padres da Igreja são testemunhas sempre atuais; no Magistério da Igreja, a que Ele assiste; na liturgia sacramental, através das suas palavras e dos seus símbolos, em que o Espírito Santo nos põe em comunhão com Cristo; na oração, em que Ele intercede por nós; nos carismas e ministérios, pelos quais a Igreja é edificada; nos sinais de vida apostólica e missionária; no testemunho dos santos, nos quais Ele manifesta a sua santidade e continua a obra da salvação.
Santo do Dia
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