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Liturgia diária

Terça-feira da 6ª semana da Páscoa

Terça-Feira, 11 De Maio Cor litúrgica: Branco

16,22-34.

22 Naqueles dias, a multidão dos habitantes de Filipos amotinou-se contra Paulo e Silas e os magistrados mandaram que lhes arrancassem as vestes e os açoitassem.
23 Depois de lhes terem dado muitas vergastadas, meteram-nos na cadeia e ordenaram ao carcereiro que os guardasse cuidadosamente.
24 Ao receber semelhante ordem, o carcereiro lançou-os no calaboiço interior e prendeu-lhes os pés no cepo.
25 Por volta da meia-noite, Paulo e Silas, em oração, entoavam louvores a Deus e os outros presos escutavam-nos.
26 De repente, sentiu-se um tremor de terra tão grande que abalou os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e soltaram-se as cadeias de todos os presos.
27 O carcereiro acordou e, ao ver abertas as portas da prisão, puxou da espada e queria suicidar-se, julgando que os presos se tinham evadido.
28 Mas Paulo bradou com voz forte: «Não faças nenhum mal a ti mesmo, pois nós estamos todos aqui».
29 O carcereiro pediu uma luz, correu para dentro e lançou-se, a tremer, aos pés de Paulo e Silas.
30 Depois trouxe-os para fora e perguntou-lhes: «Senhores, que devo fazer para ser salvo?».
31 Eles responderam-lhe: «Acredita no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua família».
32 E anunciaram-lhe a palavra do Senhor, bem como a todos os que viviam em sua casa.
33 O carcereiro, àquela hora da noite, tomou-os consigo, lavou-lhes as feridas e logo recebeu o batismo, juntamente com todos os seus.
34 Depois mandou-os subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua família, por ter acreditado em Deus.

138(137),1-2a.2bc-3.7c-8.

R/ A vossa mão direita salvou-me, Senhor.

1 De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,
porque ouvistes as palavras da minha boca.
Na presença dos anjos hei de cantar-Vos
2 e adorar-Vos, voltado para o vosso Templo santo.

2 Hei de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,
2 porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.
3 Quando Vos invoquei, me respondestes,
aumentastes a fortaleza da minha alma.

7 A vossa mão direita me salvará,
8 o Senhor completará o que em meu auxílio começou.
Senhor, a vossa bondade é eterna,
não abandoneis a obra das vossas mãos.

16,5-11.

5 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora vou para Aquele que Me enviou e nenhum de vós Me pergunta: "para onde vais?".
6 Mas por Eu vos ter dito estas coisas, o vosso coração encheu-se de tristeza.
7 No entanto, Eu digo-vos a verdade: é do vosso interesse que Eu vá. Se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se Eu for, Eu vo-lo enviarei.
8 Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do julgamento:
9 do pecado, porque não acreditam em Mim;
10 da justiça, porque vou para o Pai e não Me vereis mais;
11 do julgamento, porque o príncipe deste mundo já está condenado».

Comentário ao Evangelho

A voz divina da consciência

Para as pessoas de bem, a consciência é um amigo que torna os prazeres mais acessíveis e os bens mais agradáveis; ela é, sobretudo, um grande apoio nas adversidades, razão pela qual está escrito: «Quem mais tenho eu no Céu? Na Terra, só desejo estar contigo» (Sl 73,25). [...] A consciência é um juiz. Há quem se recuse a obedecer-lhe, há quem a corrompa e até há quem a mate.

Assim como a voz foi dada ao homem para ser intérprete dos seus sentimentos e dos seus desejos, é também pela consciência que Deus nos ensina o juízo que faz sobre cada coisa e aquilo que espera de cada um de nós. Esta voz divina forma diversas palavras interiores com o objetivo de exprimir as diversas lições e as diversas ordens que agrada a Deus dar à sua criatura. Ela é o lugar do comércio que o Senhor quer ter connosco e o órgão mais comum do qual Se serve para tocar o nosso coração e nos abrir o seu. [...]

Nada permite perceber melhor o desejo ardente que Deus tem de conduzir os homens à felicidade soberana que a consciência que lhes deu para lhes servir de guia. Não há nada que permita distinguir tão claramente o bem do mal, nada que tão fielmente no-lo mostre, nada que tanto insista connosco para abraçarmos o primeiro e fugirmos do segundo. Mas, se a consciência é um efeito do seu amor, não deixa de ser também um efeito do seu zelo pela justiça; porque esta consciência, que tanto se preocupa em nos afastar do mal, é também profundamente severa a punir-nos por ele.

São Cláudio de la Colombière (1641-1682) jesuíta Reflexões cristãs

Santo do Dia