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Liturgia diária

Sexta-feira da 4ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 5 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

13,1-8.

1 Irmãos: Permanecei no amor fraterno.
2 Não esqueçais a hospitalidade, porque, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.
3 Lembrai-vos dos prisioneiros, como se estivésseis presos com eles. Lembrai-vos dos que são maltratados, porque vós também tendes um corpo.
4 O matrimónio seja honrado por todos e o leito conjugal sem mancha, porque Deus julgará os impuros e os adúlteros.
5 O vosso modo de proceder seja desinteressado, contentando-vos com o que possuís, porque Deus disse: «Eu não te abandonarei nem te desampararei».
6 Assim poderemos dizer confiadamente: «O Senhor é por mim: nada temo; que poderão fazer-me os homens?».
7 Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus; considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé.
8 Jesus Cristo é sempre o mesmo, hoje e ontem e por toda a eternidade.

27(26),1.3.5.8b-9abc.

R/ O Senhor é a minha luz e a minha salvação.

1 O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei de temer?
O Senhor é protetor da minha vida:
de quem hei de ter medo?

3 Se um exército me vier cercar,
o meu coração não temerá.
Se contra mim travarem batalha,
mesmo assim terei confiança.

5 No dia da desgraça,
Ele me esconderá na sua tenda,
ocultar-me-á no recôndito do seu santuário,
elevar-me-á sobre um rochedo.

8 A vossa face, Senhor, eu procuro.
9 Não escondais de mim o vosso rosto,
9 nem afasteis com ira o vosso servo.
9 Não me rejeiteis nem me abandoneis,
meu Deus e meu Salvador.

6,14-29.

14 Naquele tempo, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois a sua fama chegara a toda a parte e dizia-se: «João Batista ressuscitou dos mortos; por isso, ele tem o poder de fazer milagres».
15 Outros diziam: «É Elias». Outros diziam ainda: «É um profeta como os antigos profetas».
16 Mas Herodes, ao ouvir falar de tudo isto, dizia: «João, a quem mandei cortar a cabeça, ressuscitou».
17 De facto, Herodes mandara prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a esposa de seu irmão Filipe, que ele tinha tomado por mulher.
18 João dizia a Herodes: «Não podes ter contigo a mulher do teu irmão».
19 Herodíades odiava João Batista e queria dar-lhe a morte, mas não podia,
20 porque Herodes respeitava João, sabendo que era justo e santo, e por isso o protegia. Quando o ouvia, ficava perturbado, mas escutava-o com prazer.
21 Entretanto, chegou um dia oportuno, quando Herodes, no seu aniversário natalício, ofereceu um banquete aos grandes da corte, aos oficiais e às principais personalidades da Galileia.
22 Entrou então a filha de Herodíades, que dançou e agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: «Pede-me o que desejares e eu to darei».
23 E fez este juramento: «Dar-te-ei o que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino».
24 Ela saiu e perguntou à mãe: «Que hei de pedir?». A mãe respondeu-lhe: «Pede a cabeça de João Batista».
25 Ela voltou apressadamente à presença do rei e fez-lhe este pedido: «Quero que me dês sem demora, num prato, a cabeça de João Batista».
26 O rei ficou consternado, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar o pedido.
27 E mandou imediatamente um guarda, com ordem de trazer a cabeça de João. O guarda foi à cadeia, cortou a cabeça de João
28 e trouxe-a num prato. A jovem recebeu-a e entregou-a à mãe.
29 Quando os discípulos de João souberam a notícia, foram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura.

Comentário ao Evangelho

João Batista, testemunha da fé

Desejo chamar a atenção especialmente para alguns sinais surgidos na vida eclesial propriamente dita. Antes de mais, quero, com os padres sinodais, apresentar novamente a todos, para que nunca seja esquecido, o grande sinal de esperança constituído por tantas testemunhas da fé cristã que viveram no último século, tanto no Oriente como no Ocidente, e souberam assumir o Evangelho em situações de hostilidade e perseguição, frequentemente até à prova suprema do sangue.

Estas testemunhas, particularmente as que enfrentaram a prova do martírio, são um sinal eloquente e grandioso, que somos chamados a contemplar e imitar. Elas atestam a vitalidade da Igreja e apresentam-se como luz para a Igreja e a humanidade, porque, nas trevas, fizeram brilhar a luz de Cristo; pertencendo a diversas confissões cristãs, resplandecem igualmente como sinal de esperança no caminho ecuménico, na certeza de que o seu sangue é também linfa de unidade para a Igreja.

Mais radicalmente ainda, elas dizem-nos que o martírio é a encarnação suprema do Evangelho da esperança. De facto, os mártires anunciam este Evangelho e testemunham-no com a sua vida até à efusão do sangue, porque, certos de não poderem viver sem Cristo, estão prontos a morrer por Ele, na convicção de que Jesus é o Senhor e o Salvador do homem, e de que este, por conseguinte, só nele encontra a verdadeira plenitude da vida.

Deste modo, segundo a advertência do apóstolo Pedro, mostram-se prontos a dar a razão da esperança que está neles (cf 1Ped 3,15). Além disso, os mártires celebram o «Evangelho da esperança» porque a oferta da sua vida é a manifestação maior e mais radical daquele sacrifício vivo, santo e agradável a Deus que constitui o verdadeiro culto espiritual (cf Rom 12,1), origem, alma e apogeu de toda a celebração cristã. Por último, eles servem o «Evangelho da esperança» porque, com o seu martírio, exprimem em sumo grau o amor e o serviço ao homem, enquanto demonstram que a obediência à lei evangélica gera uma vida moral e uma convivência social que honra e promove a dignidade e a liberdade de toda a pessoa.

São João Paulo II (1920-2005) papa Exortação apostólica «Ecclesia in Europa», §13 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)

Santo do Dia