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Liturgia diária

Quinta-feira da 4ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 4 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

12,18-19.21-24.

18 Irmãos: Vós não vos aproximastes de uma realidade sensível, como os israelitas no monte Sinai: o fogo ardente, a nuvem escura, as trevas densas ou a tempestade,
19 o som da trombeta e aquela voz tão retumbante que os ouvintes suplicaram que não lhes falasse mais.
21 Era tão terrível o espetáculo que Moisés exclamou: «Estou aterrorizado e a tremer».
22 Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste, de muitos milhares de anjos em reunião festiva,
23 de uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu, de Deus, Juiz do Universo, dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição
24 e de Jesus, mediador da nova aliança, e de um sangue de aspersão que fala com voz mais eloquente que a do sangue de Abel.

48(47),2-3a.3b-4.9.10-11.

R/ Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo.

2 Grande é o Senhor e digno de louvor
na cidade do nosso Deus.
A sua montanha sagrada é a mais bela das montanhas,
3 a alegria de toda a Terra.

3 O monte Sião, no extremo norte,
é a cidade do grande Rei.
4 Deus Se mostrou em seus palácios
um baluarte seguro.

9 Como nos contaram, assim o vimos,
na cidade do Senhor dos Exércitos,
na cidade do nosso Deus,
Deus a consolidou para sempre.

10 Recordamos, ó Deus, a vossa misericórdia
no interior do vosso Templo.
11 Como o vosso nome, ó Deus,
assim o vosso louvor chega aos confins da Terra.

6,7-13.

7 Naquele tempo, Jesus chamou os doze apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros
8 e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro;
9 que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas.
10 Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali.
11 E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles».
12 Os apóstolos partiram e pregaram o arrependimento,
13 expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.

Comentário ao Evangelho

«Creio na Igreja [...] apostólica»

Por quem nos vem a fé que decorre das Escrituras? Por quem, por que intermediário, quando e a quem nos chegou a doutrina que fez de nós cristãos? [...] Cristo Jesus Nosso Senhor [...] revelou, enquanto esteve neste mundo, quem era, quem tinha sido, qual era a vontade de seu Pai que estava encarregado de realizar, que deveres prescrevia aos homens. Jesus declarou tudo isto em público, diante do povo, ou em conversas privadas com os seus discípulos, de entre os quais tinha escolhido doze para viverem com Ele e depois pregarem às nações (cf Mc 3,14). Tendo um deles sido destituído, ordenou aos outros onze, aquando do seu regresso para junto do Pai, que fossem ensinar as nações e as batizassem em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (cf Mt 28,19). E os apóstolos -- termo que significa enviados -- [...] receberam a força do Espírito Santo que lhes fora prometida e que lhes concedeu o dom de fazer milagres e de falar muitas línguas.

Eles começaram por estabelecer a fé em Jesus Cristo na Judeia, onde instituíram igrejas, após o que partiram pelo mundo, anunciando a todas as nações a mesma doutrina e a mesma fé. Fundaram igrejas em todas as povoações e as novas igrejas, tomando os rebentos da fé e a semente da doutrina, continuam, dia após dia, a alimentar-se deles. É por isto que são consideradas apostólicas, na medida em que são frutos das igrejas fundadas pelos apóstolos. [...] Por muito numerosas que sejam hoje, estas igrejas continuam a ser a primitiva Igreja dos apóstolos da qual todas procedem. São todas primitivas, todas apostólicas, porque são todas uma só.

Tertuliano (c. 155-c. 220) teólogo «Da prescrição contra os hereges», 19, 1-2; 20, 1-8; SC 46

Santo do Dia