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Liturgia diária

4º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 31 De Janeiro Cor litúrgica: Verde

18,15-20.

15 Moisés falou ao povo, dizendo: «O Senhor, teu Deus, fará surgir no meio de ti, de entre os teus irmãos, um profeta como eu; a ele deveis escutar.
16 Foi isto mesmo que pediste ao Senhor, teu Deus, no Horeb, no dia da assembleia: "Não ouvirei jamais a voz do Senhor meu Deus, nem verei este grande fogo, para não morrer".
17 O Senhor disse-me: "Eles têm razão;
18 farei surgir para eles, do meio dos seus irmãos, um profeta como tu. Porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar.
19 Se alguém não escutar as minhas palavras que esse profeta disser em meu nome, Eu próprio lhe pedirei contas.
20 Mas se um profeta tiver a ousadia de dizer em meu nome o que não lhe mandei, ou de falar em nome de outros deuses, tal profeta morrerá"».

95(94),1-2.6-7.8-9.

R/ Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações.

1 Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos a Deus, nosso Salvador.
2 Vamos à sua presença e demos graças,
ao som de cânticos aclamemos o Senhor.

6 Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou.
7 Pois Ele é o nosso Deus,
e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

8 Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:
«Não endureçais os vossos corações,
como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,
9 onde vossos pais Me tentaram e provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras».

7,32-35.

32 Irmãos: Não queria que andásseis preocupados. Quem não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, com o modo de agradar ao Senhor.
33 Mas aquele que se casou preocupa-se com as coisas do mundo, com a maneira de agradar à esposa, e encontra-se dividido.
34 Da mesma forma, a mulher solteira e a virgem preocupam-se com os interesses do Senhor, para serem santas de corpo e espírito. Mas a mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo, com a forma de agradar ao marido.
35 Digo isto no vosso próprio interesse e não para vos armar uma cilada. Tenho em vista o que mais convém e vos pode unir ao Senhor sem desvios.

1,21-28.

21 Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar,
22 todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas.
23 Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar:
24 «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus».
25 Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem».
26 O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele.
27 Ficaram todos tão admirados que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!».
28 E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

Comentário ao Evangelho

«Uma nova doutrina e com tal autoridade»

«Um só é o vosso Doutor: Cristo» (Mt 23,10). […] Cristo é, com efeito, «este Filho, que é resplendor da sua glória e imagem fiel da sua substância, e que tudo sustenta com a sua palavra poderosa» (Heb 1,3). Ele é a origem de toda a sabedoria: o Verbo de Deus nas alturas é a fonte da sabedoria. Cristo é a fonte de todo o conhecimento verdadeiro, pois Ele é «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14,6). […] Enquanto caminho, Cristo é Senhor e princípio do conhecimento segundo a fé. […] Por isso, Pedro ensina-nos na sua segunda carta: «E temos assim confirmada a palavra dos profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção como a uma lâmpada que brilha no escuro» (1,19). […] Pois Cristo é o princípio de toda a revelação, pela sua vinda em espírito, e a afirmação de toda autoridade, pela sua vinda na carne.

Veio em primeiro lugar em espírito, como luz que revela as visões proféticas. Segundo Daniel, «é Ele quem revela o que é profundo e escondido, quem conhece o que se esconde nas trevas, e a luz mora junto dele» (2,22); trata-se da luz da sabedoria divina, que é Cristo. Segundo João, Ele diz: «Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas» (8,12); e também: «enquanto tendes a luz, crede na luz, para vos tornardes filhos da luz» (12,36). […] Sem esta luz que é Cristo, ninguém pode penetrar os segredos da fé. Por isso, lemos no livro da Sabedoria: «Envia-a, pois, do céu, digna-Te enviá-la do trono da tua glória, para que me assista nos meus trabalhos e eu conheça aquilo que Te é agradável. […] Pois que homem pode conhecer a vontade de Deus?» (9,10-13). Ninguém pode chegar à certeza da fé revelada, senão pela vinda de Cristo em espírito e na carne.

São Boaventura (1221-1274) franciscano, doutor da Igreja Sermão «Christus unus omnium magister»

Santo do Dia