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Liturgia diária

5º Dia da Oitava do Natal

Terça-Feira, 29 De Dezembro Cor litúrgica: Branco

2,3-11.

3 Caríssimos: Nós sabemos que conhecemos Jesus Cristo se guardamos os seus mandamentos.
4 Aquele que diz conhecê-lo mas não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele.
5 Mas, se alguém guarda a sua palavra, nesse o amor de Deus é perfeito. Nisto reconhecemos que estamos nele.
6 Quem diz que permanece nele deve também proceder como Ele procedeu.
7 Caríssimos, não vos escrevo um mandamento novo, mas um mandamento antigo, que recebestes desde o princípio. Este mandamento antigo é a palavra que ouvistes.
8 No entanto, é um mandamento novo que vos escrevo — o que é verdadeiro nele e em vós —, porque as trevas estão a passar e já brilha a luz verdadeira.
9 Quem diz que está na luz e odeia o seu irmão ainda se encontra nas trevas.
10 Quem ama o seu irmão permanece na luz e não há nele ocasião de pecado.
11 Mas quem odeia o seu irmão encontra-se nas trevas, caminha nas trevas e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos.

96(95),1-2a.2b-3.5b-6.

R/ Alegrem-se os céus, exulte a terra.

1 Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, Terra inteira,
2 cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.

2 Anunciai dia a dia a sua salvação,
3 publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.

5 Foi o Senhor quem fez os céus:
6 diante dele a honra e a majestade,
no seu Templo, o poder e o esplendor.

2,22-35.

22 Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor,
23 como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor»,
24 e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor.
25 Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele.
26 O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor;
27 e veio ao Templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito,
28 Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando:
29 «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo,
30 porque os meus olhos viram a vossa salvação,
31 que pusestes ao alcance de todos os povos:
32 luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo».
33 O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que dele se dizia.
34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel, e para ser sinal de contradição;
35 e uma espada trespassará a tua alma - assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».

Comentário ao Evangelho

«Agora, Senhor [...], deixareis ir em paz o vosso servo»

«O Reino de Deus está próximo» (Lc 21,31). Aproxima-se o Reino de Deus, irmãos muito queridos. Com o fim do mundo, anuncia-se já a recompensa da vida, a felicidade da salvação eterna, a segurança perpétua e a alegria do paraíso que outrora perdemos. E já as realidades do Céu se sucedem às realidades humanas, as grandes às pequenas, as eternas às temporais. Haverá lugar à inquietação, à apreensão pelo futuro? [...]

Está escrito que «o justo viverá da fé» (Rom 1,17). Se fordes justos e viverdes da fé, se acreditardes verdadeiramente em Jesus Cristo, é natural que vos alegreis ao ser chamados a Ele [...], uma vez que estais certos da promessa de Deus e destinados a estar com Cristo. Vede o exemplo de Simeão, o justo: era verdadeiramente justo e observou fielmente os mandamentos de Deus. Uma inspiração divina tinha-lhe dado a conhecer que não morreria sem primeiro ter visto a Cristo; e assim, quando Cristo, ainda criança, foi ao Templo com sua Mãe, percebeu, iluminado pelo Espírito Santo, que o Salvador tinha nascido, como lhe fora predito, e compreendeu que a sua morte estava iminente.

Alegre com essa perspetiva, e certo de que seria em breve chamado para junto de Deus, tomou o Menino nos braços e exclamou, bendizendo o Senhor: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação». Demonstrava assim que a paz de Deus é para os que O servem, que gozam de doce quietude e liberdade quando, subtraídos aos tormentos do mundo, alcançam o refúgio e a segurança eternos. [...] Só então a alma encontra a paz verdadeira, o repouso total, a segurança duradoura e perpétua.

São Cipriano (c. 200-258) bispo de Cartago e mártir Sobre a morte, 2-3

Santo do Dia