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Liturgia diária

Quinta-feira da 1ª semana do Advento

Quinta-Feira, 3 De Dezembro Cor litúrgica: Roxo

26,1-6.

1 Naquele dia, cantarão este hino na terra de Judá: «Nós temos uma cidade forte; muralhas e fortificações foram postas para nos proteger.
2 Abri as portas para que entre um povo justo, um povo que pratica a fidelidade.
3 O seu coração está firme: dar-lhe-eis a paz, porque em Vós tem confiança».
4 Confiai sempre no Senhor, porque o Senhor é a nossa fortaleza eterna.
5 Humilhou os habitantes das alturas, abateu a cidade inacessível, derrubou-a por terra, arrasou-a até ao solo.
6 Ela é calcada aos pés, os pés dos infelizes, os passos dos pobres».

118(117),1.8-9.19-21.25-27a.

R/ Bendito o que vem em nome do Senhor.

1 Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
8 Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos homens.
9 Mais vale refugiar-se no Senhor,
do que fiar-se nos poderosos.

19 Abri-me as portas da justiça:
entrarei para dar graças ao Senhor.
20 Esta é a porta do Senhor:
os justos entrarão por ela.
21 Eu Vos darei graças porque me ouvistes
e fostes o meu Salvador.

25 Senhor, salvai os vossos servos,
Senhor, dai-nos a vitória.
26 Bendito o que vem em nome do Senhor,
da casa do Senhor nós vos abençoamos.
27 O Senhor é Deus
e fez brilhar sobre nós a sua luz.

7,21.24-27.

21 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Nem todo aquele que Me diz "Senhor, Senhor" entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus.
24 Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.
25 Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.
26 Mas todo aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia.
27 Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se e foi grande a sua ruína».

Comentário ao Evangelho

A fé, fundamento da nossa vida interior

A fé é uma virtude fundamental. [...] A fé é, em nós, o começo, o fundamento e a raiz da nossa vida de filhos de Deus. [...] Se a fé é necessária para despertar a vida sobrenatural, também é necessária para garantir o crescimento e o desenvolvimento dessa mesma vida. A fé é verdadeiramente o fundamento e a raiz da vida interior.

Qual é a razão de ser das fundações num edifício? Para além de permitirem dar início à construção, é também delas que depende, a cada momento, a estabilidade, o equilíbrio e a própria duração do edifício. O mesmo acontece com a fé em relação a toda a vida cristã: só uma sólida base de crenças reforça a esperança, dá força à caridade e permite que a oração suba até Deus. Tanto no momento da prova como no curso da existência normal, é da fé que nos vem o apoio constante, é dela que recebemos as mais eficazes motivações para a ação. Era por isso que S. Paulo pedia aos colossenses que permanecem «fundados na fé» (Col 1,23). [...] Tal é a importância primordial das certezas da fé, cuja influência nunca deixa de se exercer. Tais certezas enobrecem a existência e fortificam a alma; graças a elas, o crente [...] reage ao embate das potências do mal sem jamais duvidar da vitória (cf 1Jo 5,4).

São Paulo resumiu toda esta doutrina, que lhe era muito cara, numa fórmula breve: «O justo vive da fé» (Rom 1,17; cf Gal 3,2, Heb 10,38). Recordemos o seu carácter eminentemente prático, pois quanto mais firme for a nossa fé, mais a nossa vida será regenerada e, através dela, reforçar-se-ão os laços da nossa adoção divina.

Beato Columba Marmion (1858-1923) abade «Ex fide vivit»

Santo do Dia