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Liturgia diária

Quarta-feira da 1ª semana do Advento

Quarta-Feira, 2 De Dezembro Cor litúrgica: Roxo

25,6-10a.

6 Sobre este monte, o Senhor do Universo há de preparar para todos os povos um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos: comida de boa gordura, vinhos puríssimos.
7 Sobre este monte, há de tirar o véu que cobria todos os povos, o pano que envolvia todas as nações;
8 Ele destruirá a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará desaparecer da Terra inteira o opróbrio que pesa sobre o seu povo. Porque o Senhor falou.
9 Dir-se-á naquele dia: «Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança.
Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou.
10 A mão do Senhor pousará sobre este monte».

23(22),1-3a.3b-4.5.6.

R/ Habitarei para sempre na casa do Senhor.

1 O Senhor é meu pastor: nada me falta.
2 Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
3 e reconforta a minha alma.

3 Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
4 Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

5 Para mim preparais a mesa,
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça,
e o meu cálice transborda.

6 A bondade e a graça hão de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.

15,29-37.

29 Naquele tempo, foi Jesus para junto do mar da Galileia e, subindo ao monte, sentou-Se.
30 Veio ter com Ele uma grande multidão, trazendo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros, que lançavam a seus pés. Ele curou-os,
31 de modo que a multidão ficou admirada ao ver os mudos a falar, os aleijados a ficar sãos, os coxos a andar e os cegos a ver; e todos davam glória ao Deus de Israel.
32 Então Jesus, chamando a Si os discípulos, disse-lhes: «Tenho pena desta multidão, porque há três dias que estão comigo e não têm que comer. Mas não quero despedi-los em jejum, pois receio que desfaleçam no caminho».
33 Disseram-Lhe os discípulos: «Onde iremos buscar, num deserto, pães suficientes para saciar tão grande multidão?».
34 Jesus perguntou-lhes: «Quantos pães tendes?». Eles responderam-Lhe: «Sete, e alguns peixes pequenos».
35 Jesus ordenou então às pessoas que se sentassem no chão.
36 Depois tomou os sete pães e os peixes e, dando graças, partiu-os e foi-os entregando aos discípulos, e os discípulos distribuíram-nos pela multidão.
37 Todos comeram até ficarem saciados. E, com os pedaços que sobraram, encheram sete cestos.

Comentário ao Evangelho

Cristo vem até nós nos sacramentos, nomeadamente na eucaristia

A segunda vinda de Cristo, nosso Esposo, acontece diariamente, muitas vezes, através de graças e de novos dons, em todos os que se unem a Ele segundo as suas possibilidades. Não me refiro à primeira conversão do homem, nem à primeira graça que nos foi concedida quando nos convertemos do pecado à virtude; falo do seu crescimento, dia após dia, graças aos novos dons e às novas virtudes, bem como da vinda quotidiana de Cristo, nosso Esposo, à nossa alma. [...]

Há [...] um advento de Cristo, nosso Esposo, que é diário e que consiste no aumento de graças e de dons que ocorre quando alguém recebe um sacramento de coração humilde e livre de tudo o que possa ser impedimento. Recebe então novos dons e um aumento da graça, devido à sua humildade e à ação oculta de Cristo nos sacramentos. [...] Aí está o segundo advento de Cristo, nosso Esposo, que Se nos oferece agora e todos os dias. Devemos considerá-lo com um coração repleto de desejo, de modo que Ele se realize em nós. Pois, se queremos perseverar e progredir na vida eterna, precisamos dele.

Beato Jan van Ruysbroeck (1293-1381) cónego regular «Núpcias espirituais», 1

Santo do Dia