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Liturgia diária

33º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 15 De Novembro Cor litúrgica: Verde

31,10-13.19-20.30-31.

10 Quem poderá encontrar uma mulher virtuosa? O seu valor é maior que o das pérolas.
11 Nela confia o coração do marido, e jamais lhe falta coisa alguma.
12 Ela dá-lhe bem-estar e não desventura, em todos dias da sua vida.
13 Procura obter lã e linho e põe mãos ao trabalho alegremente.
19 Toma a roca em suas mãos, seus dedos manejam o fuso.
20 Abre as mãos ao pobre e estende os braços ao indigente.
30 A graça é enganadora e vã a beleza; a mulher que teme o Senhor é que será louvada.
31 Dai-lhe o fruto das suas mãos, e suas obras a louvem às portas da cidade.

128(127),1-2.3.4-5.

R/ Felizes os que esperam no Senhor e seguem os seus caminhos.

1 Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
2 Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.

3 Tua esposa será como videira fecunda
no íntimo do teu lar;
teus filhos serão como ramos de oliveira
ao redor da tua mesa.

4 Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
5 De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida

5,1-6.

1 Irmãos: Sobre o tempo e a ocasião, não precisais que vos escreva,
2 pois vós próprios sabeis perfeitamente que o dia do Senhor vem como um ladrão noturno.
3 E quando disserem: «Paz e segurança», é então que subitamente cairá sobre eles a ruína, como as dores da mulher que está para ser mãe, e não poderão escapar.
4 Mas vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão,
5 porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia: nós não somos da noite nem das trevas.
6 Por isso, não durmamos como os outros, mas permaneçamos vigilantes e sóbrios.

25,14-30.

14 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens.
15 A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; depois, partiu.
16 O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco.
17 Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois.
18 Mas o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
19 Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles.
20 O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: "Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei".
21 Respondeu-lhe o senhor: "Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor".
22 Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: "Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei".
23 Respondeu-lhe o senhor: "Muito bem, servo bom e fiel. Vem tomar parte na alegria do teu senhor".
24 Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: "Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste.
25 Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence".
26 O senhor respondeu-lhe: "Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei;
27 devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro, e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu.
28 Tirai-lhe, então, o talento e dai-o àquele que tem dez.
29 Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado.
30 Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí, haverá choro e ranger de dentes"».

Comentário ao Evangelho

«Vem tomar parte na alegria do teu senhor»

Tenhamos o olhar constantemente fixado no ideal divino; trabalhemos para realizar tem nós a perfeição à qual Deus pretende que cheguemos, para imitarmos o seu divino Filho. Este é a forma da nossa predestinação eterna, e cada um de nós tem uma medida segunda a qual Cristo nos foi dado (cf Ef 4,7). Aqui em baixo, não sabemos que medida é essa, qual foi a medida fixada por Deus para nós; mas ela formará Cristo em nós, reproduzindo os traços desse ideal único que o próprio Pai indica para nós.

Se, a despeito das tentações e das dificuldades, trabalharmos fielmente nesta obra, soará para nós o dia da recompensa prometida por Deus. [...] Se tivermos tido aquela aplicação constante que sabe levar o amor a cumprir na perfeição os desejos do nosso Pai dos Céus, se tivermos feito sempre o que Lhe agrada (cf Jo 8,29), seguramente receberemos a magnífica recompensa prometida nestes termos por Aquele que é a própria fidelidade: «Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor». Cada santo que entra no Céu ouve esta palavra bendita, que é a saudação de boas-vindas de Cristo Jesus.

E que bens são estes que o Senhor lhe dá? São o próprio Deus, na sua Trindade e nas suas perfeições; e, com Deus, todos os bens espirituais. E alma será semelhante a este Deus, porque O verá tal como é (cf 1Jo 3,2). Por esta visão inefável que sucede à fé, ficará fixada em Deus, e encontrará nele a estabilidade divina, aderindo para sempre, em amplexo perfeito e sem temor de jamais o perder, ao Bem supremo e imutável.

Beato Columba Marmion (1858-1923) abade «Instrumentos de boas obras»

Santo do Dia