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Liturgia diária

Sábado da 32ª semana do Tempo Comum

Sábado, 14 De Novembro Cor litúrgica: Verde

1,5-8.

5 Caríssimo Gaio: Tu procedes fielmente em tudo o que fazes pelos irmãos, apesar de serem estrangeiros.
6 Eles deram testemunho da tua caridade perante a Igreja. Farás bem, provendo-os do necessário para a viagem, de maneira digna aos olhos de Deus.
7 Foi pelo nome do Senhor que eles se puseram a caminho, sem nada receberem dos pagãos.
8 Devemos, portanto, ajudar esses homens, para sermos cooperadores da verdade.

112(111),1-2.3-4.5-6.

R/ Feliz o homem que espera no Senhor.

1 Feliz o homem que teme o Senhor
e ama ardentemente os seus preceitos.
2 A sua descendência será poderosa sobre a terra,
será abençoada a geração dos justos.

3 Haverá em sua casa abundância e riqueza,
a sua generosidade permanece para sempre.
4 Brilha aos homens retos, como luz nas trevas,
o homem misericordioso, compassivo e justo.

5 Ditoso o homem que se compadece e empresta
e dispõe das suas coisas com justiça.
6 Este jamais será abalado;
o justo deixará memória eterna.

18,1-8.

1 Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre, sem desanimar:
2 «Em certa cidade, vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens.
3 Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: "Faz-me justiça contra o meu adversário".
4 Durante muito tempo, ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: "É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens;
5 mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente"».
6 E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo.
7 E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo?
8 Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a Terra?».

Comentário ao Evangelho

«E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite?»

Ao ver-vos aqui reunidos à nossa volta, parece-nos fazer nossa, revivendo-a, aquela cena grandiosa e comovente que a Sagrada Escritura nos apresenta: enquanto o povo de Deus combate na planície, Moisés reza no alto do monte Horeb, com os braços ao alto, imagem profética e inconsciente do grande Mediador de braços estendidos sobre a cruz. Ao lado do chefe em oração, receando que venham a faltar-lhe as forças neste duro ato de imploração, dois dos seus mais fiéis colaboradores seguram-lhe os braços com filial solicitude, cheios de fé na eficácia da oração do seu chefe (cf Ex 17,8).

Também nós assistimos, do alto desta colina do Vaticano, a um conflito incomparavelmente mais vasto e mais importante que aquele, conflito verdadeiramente imenso, que opõe os povos de toda a Terra; conflito espiritual, que é um episódio da luta, permanente e intensa, contra o mal, de Satanás contra Cristo. De mãos estendidas para o céu, sentimos sobre os nossos ombros o peso de uma responsabilidade indizível, e uma dor profunda nos aperta o coração, que encontra conforto em vós, tão fiéis junto de nós, unindo a vossa oração à nossa, os vossos sacrifícios aos nossos sofrimentos, os vossos trabalhos às nossas fadigas. [...]

A verdadeira oração do cristão, ensinada a todos por Jesus, mas que é especialmente a vossa, é uma oração essencialmente apostólica, e inclui a santificação do Nome de Deus, a vinda e a extensão do seu Reino, a fiel adesão às disposições da sua Providência amorosa e à sua vontade redentora e beatificadora; bem como todos os interesses espirituais e materiais dos homens, o pão de cada dia, o perdão dos pecados, a união fraterna que não conhece o ódio nem o rancor, o socorro necessário para não sucumbir à tentação, a libertação de todo o mal. [...] Imensa na sua brevidade, a oração dominical compreende e abarca a universalidade das necessidades do mundo; e o Salvador recolhe todas estas necessidades, tomando-as em consideração e recomendando-as ao Pai celeste nos mais pequenos detalhes, pois todos Lhe estamos especialmente presentes. [...] Tal é o vosso modelo.

Venerável Pio XII (1876-1958) papa Discurso de 17 de janeiro de 1943, aos representantes dos centros de apostolado da oração de Itália

Santo do Dia