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Liturgia diária

Quarta-feira da 21ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 26 De Agosto Cor litúrgica: Verde

3,6-10.16-18.

6 Nós vos ordenamos, irmãos, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos afasteis de todos os irmãos que vivem na ociosidade e não conforme os ensinamentos que de nós recebestes.
7 Sabeis como deveis imitar-nos, pois não vivemos no meio de vós na ociosidade,
8 nem comemos de graça o pão de ninguém. Trabalhámos dia e noite, com esforço e fadiga, para não sermos pesados a nenhum de vós.
9 Não é que não tivéssemos esse direito, mas quisemos ser para vós exemplo a imitar.
10 Quando ainda estávamos convosco, já vos dávamos esta ordem: quem não quer trabalhar também não deve comer.
16 O Senhor da paz vos conceda a paz em todo o tempo e por todas as formas. O Senhor esteja com todos vós.
17 A saudação é do meu punho e letra: Paulo. Assino deste modo em todas as minhas cartas.
18 A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós.

128(127),1-2.4-5.

R/ Felizes os que esperam no Senhor.

1 Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
2 Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.

4 Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
5 De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida

23,27-32.

27 Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque sois semelhantes a sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a podridão.
28 Assim sois vós também: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade.
29 Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas e ornamentais os túmulos dos justos;
30 e dizeis: "Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais, não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas".
31 Assim dais testemunho contra vós mesmos, confessando que sois os filhos daqueles que mataram os profetas.
32 Completai, então, a obra dos vossos pais».

Comentário ao Evangelho

Cristo chama todos os homens a abrirem-se ao perdão de Deus

Podereis dizer-me: mas a Igreja é formada por pecadores, como vemos todos os dias. É verdade: somos uma Igreja de pecadores; e nós, pecadores, somos chamados a deixar-nos transformar, renovar e santificar por Deus. No decurso da história, houve quem se sentisse tentado a afirmar: a Igreja é apenas a Igreja dos puros, daqueles que são totalmente coerentes; os outros devem ser afastados. Isto não é verdade. É uma heresia! A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores; não afasta nenhum de nós; e não os rejeita porque chama e acolhe todos, está aberta também aos distantes, chama todos a deixarem-se abraçar pela misericórdia, pela ternura e pelo perdão do Pai, que oferece a todos a possibilidade de o encontrar, de caminhar rumo à santidade. […]

Na Igreja, o Deus que encontramos não é um Juiz cruel; é como o pai da parábola evangélica (Lc 15,11s). Tu podes ser como o filho que saiu de casa, que tocou no fundo da distância de Deus. Quando tiveres a força de dizer: quero voltar para casa, encontrarás a porta aberta, Deus vem ao teu encontro porque te espera sempre; Deus espera-te sempre, abraça-te, beija-te e faz uma festa. Assim é o Senhor, esta é a ternura do nosso Pai celeste.

O Senhor quer que façamos parte de uma Igreja que sabe abrir os braços para abraçar a todos, que não é a casa de uns poucos mas de todos, onde todos podem ser renovados, transformados e santificados pelo seu amor: os mais fortes e os mais fracos, os pecadores, os indiferentes, todos quantos se sentem desanimados e perdidos.

Papa Francisco Audiência geral 02/10/2013 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)

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