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Liturgia diária

Terça-feira da 21ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 25 De Agosto Cor litúrgica: Verde

2,1-3a.14-17.

1 Nós vos pedimos, irmãos, a propósito da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo e do nosso encontro com Ele:
2 Não vos deixeis abalar facilmente nem alarmar por qualquer manifestação profética, por palavras ou por cartas, que se digam vir de nós, pretendendo que o dia do Senhor está iminente.
3 Ninguém vos engane de qualquer modo que seja.
14 Deus chamou-vos, por meio do Evangelho, para possuirdes a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.
15 Portanto, irmãos, permanecei firmes e guardai firmemente as tradições que vos ensinámos, oralmente ou por carta.
16 Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu, pela sua graça, a eterna consolação e a feliz esperança,
17 confortem os vossos corações e os tornem firmes em toda a espécie de boas obras e palavras.

96(95),10.11-12a.12b-13.

R/ O Senhor vem julgar a terra.

10 Dizei entre as nações:
«O Senhor é Rei».
Sustenta o mundo e ele não vacila,
governa os povos com equidade.

11 Alegrem-se os céus, exulte a Terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,
12 exultem os campos e quanto neles existe,
12 alegrem-se as árvores das florestas.

13 Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a Terra.
Julgará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.

23,23-26.

23 Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Devíeis praticar estas coisas, sem omitir as outras.
24 Guias cegos! Coais o mosquito e engolis o camelo.
25 Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, que por dentro estão cheios de rapina e intemperança.
26 Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo».

Comentário ao Evangelho

A perfeição é interior

Temos de nos prevenir contra uma certa conceção errónea da perfeição, que se encontra por vezes nas almas pouco esclarecidas, às quais acontece colocarem a perfeição na observância puramente exterior e material das prescrições. Ainda que a palavra que vou utilizar seja severa, não hesito em a proferir: o referido preconceito corre o risco de levar ao fariseísmo, o que constitui um grande perigo. [...]

Os fariseus passavam por santos aos olhos da multidão; e também eles se consideravam santos e faziam consistir a perfeição na exatidão das observâncias exteriores. A sua fidelidade à letra e a sua meticulosidade eram tais, que os exemplos do seu formalismo que são apresentados chegam a ser risíveis. E, não se contentando com tal observância escrupulosa da Lei de Moisés, o que constituía já um pesado fardo, ainda lhe juntavam todo um catálogo de prescrições da sua lavra, a que Nosso Senhor chamou «prescrições humanas» (Mc 7,8). E tudo isto era observado exteriormente com tal perfeição que, nesse domínio, nada havia a censurar-lhes: era impossível encontrar discípulos mais corretos de Moisés. [...]

Dir-me-eis: pois não se deve observar tudo o que está prescrito? Certamente que sim. [...] Mas o importante nessa observância é o princípio interior que a anima. Os fariseus observavam todas as coisas com precisão, mas faziam-no para serem vistos e aplaudidos pela multidão; ora, esse desvio moral minava profundamente todas as suas obras. O mínimo que podemos dizer sobre a observância exterior, preservada matematicamente, por si mesma e sem nada que a enobreça. é que está longe da perfeição. A nossa fidelidade exterior tem de ser animada pela vida interior; deve ser um resultado, um fruto e uma manifestação dos sentimentos de fé, de confiança e de amor que regem o nosso coração.

Beato Columba Marmion (1858-1923) abade «Os instrumentos de boas obras»

Santo do Dia