Liturgia diária
Sábado da 9ª semana do Tempo Comum
4,1-8.
1 Caríssimo: Conjuro-te diante de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:
2 Proclama a palavra, insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça e exorta, com toda a paciência e doutrina.
3 Tempo virá em que os homens não suportarão mais a sã doutrina; mas, desejosos de ouvir novidades, escolherão para si uma multidão de mestres, ao sabor das suas paixões,
4 e desviarão os ouvidos da verdade, voltando-se para as fábulas.
5 Tu, porém, sê prudente em tudo, suporta os sofrimentos, trabalha no anúncio do Evangelho, cumpre bem o teu ministério.
6 Quanto a mim, já estou oferecido em libação e o tempo da minha partida está iminente.
7 Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.
8 E agora, já me está preparada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me há de dar naquele dia; e não só a mim, mas a todos aqueles que tiverem esperado com amor a sua vinda.
71(70),8-9.14-15ab.16-17.22.
8 A minha boca está cheia do vosso louvor,
cantando continuamente a vossa glória.
9 Não me rejeiteis na minha velhice,
não me abandoneis quando me abandonarem as forças.
14 Em Vós, Senhor, hei de esperar sempre
e multiplicarei os vossos louvores.
15 A minha boca proclamará a vossa justiça,
15 dia após dia a vossa infinita salvação.
16 Meu Deus, hei de narrar os vossos feitos grandiosos,
recordarei, Senhor, a vossa justiça sem igual.
17 Desde a juventude Vós me ensinais
e até hoje anunciei sempre os vossos prodígios.
22 Eu louvarei com a harpa a vossa fidelidade,
cantar-Vos-ei ao som da cítara, ó Santo de Israel.
12,38-44.
38 Naquele tempo, Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças,
39 de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes.
40 Devoram as casas das viúvas com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa».
41 Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas.
42 Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante.
43 Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros.
44 Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».
Comentário ao Evangelho
«Ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha»
Vivo sem viver em mim;
e minha esperança é tal,
que morro de não morrer.
Vivo já fora de mim
desde que morro de amor;
pois vivo no Senhor
que me quis para Si.
Quando Lhe dei o coração,
nele inscreveu estas palavras:
morro de não morrer. [...]
Ah! que triste é a vida
que não se alegra no Senhor!
E, se o amor é doce,
não o é a longa espera;
livra-me, meu Deus, desta carga,
mais pesada que o ferro,
pois morro de não morrer.
Vivo só da confiança
de que um dia hei de morrer,
pois pela morte é a vida
que a esperança me promete.
Morte em que se ganha a vida,
não tardes, que te espero,
pois morro de não morrer.
Vede como é forte o amor (Cant 8,6);
ó vida, não me sobrecarregues!
Vê o que apenas resta:
para te ganhar, perder-te! (Lc 9,24)
Venha ela, a doce morte!
Que minha morte venha bem cedo,
pois morro de não morrer.
Esta vida lá do alto,
que é vida verdadeira,
até que morra a cá de baixo
enquanto se viver não se a tem.
Ó morte, não te escondas!
Que viva porque morro já,
pois morro de não morrer.
Ó vida, que posso eu dar
a meu Deus, que vive em mim,
senão perder-te, a ti,
para merecer prová-lo!
Desejo, morrendo, obtê-lo,
pois tanto desejo o meu Amado
que morro de não morrer.
Santo do Dia
Continuar a celebrar
Também pode interessar
Encontre outros conteúdos relacionados com a liturgia e a vida sacramental da comunidade.