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Liturgia diária

Sexta-feira da 9ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 5 De Junho Cor litúrgica: Verde

3,10-17.

10 Caríssimo: Tu seguiste-me fielmente no ensino, no modo de vida, nos projetos, na fé, na paciência, na caridade, na constância,
11 nas perseguições e nos sofrimentos que suportei em Antioquia, em Icónio e em Listra. Que perseguições eu não tive de sofrer! Mas de todas me livrou o Senhor.
12 Todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.
13 Os homens maus, porém, e os fraudulentos irão de mal a pior, enganando os outros e enganando-se a si mesmos.
14 Mas tu, permanece firme no que aprendeste e aceitaste como certo, sabendo de quem o aprendeste.
15 Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras; elas podem dar-te a sabedoria que leva à salvação, pela fé em Cristo Jesus.
16 Toda a Escritura, inspirada por Deus, é útil para ensinar, persuadir, corrigir e formar segundo a justiça.
17 Assim o homem de Deus será perfeito, bem preparado para todas as boas obras.

119(118),157.160.161.165.166.168.

157 Muitos me perseguem e afligem,
mas não me afasto das vossas ordens.
160 A verdade é princípio da vossa palavra,
é eterna toda a sentença da vossa justiça.

161 Os poderosos perseguem-me sem motivo,
mas o meu coração só teme as vossas palavras.
165 Vivem em grande paz os que amam a vossa lei
e nada há que os perturbe.

166 Eu espero, Senhor, na vossa salvação
e cumpro os vossos mandamentos.
168 Observo os vossos preceitos e as vossas ordens,
pois diante de Vós estão os meus caminhos.

12,35-37.

35 Naquele tempo, Jesus ensinava no Templo, dizendo: «Como podem os escribas dizer que o Messias é filho de David?
36 O próprio David afirmou, sob a ação do Espírito Santo: "Disse o Senhor ao meu Senhor: 'Senta-Te à minha direita, até que Eu faça dos teus inimigos escabelo dos meus pés’".
37 O próprio David Lhe chama Senhor. Como pode ser seu filho?». E a numerosa multidão escutava com prazer o que Jesus dizia.

Comentário ao Evangelho

«O próprio David Lhe chama Senhor»

Atenta no mistério de Cristo: nasceu do seio da Virgem, como Servo e como Senhor; como Servo, para executar, como Senhor, para mandar, para semear o Reino de Deus no coração dos homens. Ele tem uma dupla origem, mas é um só ser. Não é um quando vem do Pai e outro quando vem da Virgem; é o mesmo, nascido do Pai antes de todos os séculos, encarnado no tempo pela Virgem. É por isso que é chamado Servo e Senhor: Servo por nossa causa; mas, devido à unidade da substância divina, Deus de Deus, Príncipe dos Príncipes, Filho em tudo igual ao Pai. O Pai não criou um Filho estranho a Si mesmo, este Filho sobre quem declarou: «Nele pus todo o meu agrado» (Mt 3,17). [...]

O Servo mantém os títulos da sua dignidade. Deus é grande, e grande é o seu Servo: ao tomar carne, Ele não perde esta «grandeza que não tem limites» (Sl 144,3). [...] «Ele, que era de condição divina, não reivindicou o direito de ser equiparado a Deus. Mas despojou-Se a Si mesmo tomando a condição de servo» (Fil 2,6-7). [...] Ele é, portanto, igual a Deus, como Filho de Deus, mas tomou a condição de Servo ao encarnar e experimentou a morte (Heb 2,9), Ele, cuja «grandeza não tem limites». [...]

É boa, esta condição de servo, que nos libertou a todos? Sim, é boa! Ela valeu-Lhe «o nome que está acima de todo o nome»! É boa, esta humildade! É por ela que, «ao nome de Jesus, todo o joelho se dobre nos Céus, na Terra e nos infernos e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai» (Fil 2,10-11).

Santo Ambrósio (c. 340-397) bispo de Milão, doutor da Igreja Sermão sobre o salmo 35, 4-5

Santo do Dia