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Liturgia diária

Quinta-feira da 7ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 28 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

Si 5,1-10.

1 Não confies nas tuas riquezas, nem digas: «Assim, sou independente».
2 Não sigas o teu instinto nem a tua força, para satisfazer as paixões do teu coração.
3 Não digas: «Quem poderá dominar-me?», porque o Senhor certamente te dará o castigo.
4 Não digas: «Pequei e nenhum mal me aconteceu», porque o Altíssimo sabe esperar.
5 Não estejas tão seguro do perdão, acumulando pecado sobre pecado.
6 E não digas: «É grande a misericórdia do Senhor e perdoar-me-á a multidão dos meus pecados», porque nele há misericórdia, mas também indignação e a sua ira atinge os pecadores.
7 Não demores a converter-te, nem vás adiando de dia para dia, porque subitamente virá a cólera do Senhor e no tempo do castigo perecerás.
8 Não confies nas riquezas obtidas injustamente, porque de nada servirão no dia da desgraça.
9 Não te voltes a todos os ventos, e não andes por todos os caminhos; assim se comporta o pecador de linguagem dúplice.
10 Sê firme nas tuas convicções, e uma só seja a tua palavra.

Salmos 1,1-2.3.4.6.

R/ Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da vida.

1 Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
2 mas antes se compraz na lei do Senhor,
e nela medita dia e noite.

3 É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo
e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.

4 Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como palha que o vento leva.
6 O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.

Marcos 9,41-50.

41 Naquele tempo, disse Jesus aos seus díscípulos:  
«Quem vos der a beber um copo de água por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa».
42 Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que creem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar.
43 Se a tua mão é para ti ocasião de pecado, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga.
44
45 E, se o teu pé é para ti ocasião de pecado, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena.
46
47 E, se um dos teus olhos é para ti ocasião de pecado, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena,
48 onde o verme não morre e o fogo nunca se apaga».
49 Na verdade, todos serão salgados com fogo.
50 O sal é coisa boa; mas se ele perder o sabor, com que haveis de temperá-lo? Tende sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros».

Comentário ao Evangelho

O sal da penitência

Todo o cristão deve seguir o Mestre renunciando a si mesmo, carregando a sua cruz e participando nos sofrimentos de Cristo (Mt 16,24). Assim, transfigurado à imagem da sua morte, torna-se capaz de meditar na glória da ressurreição. Seguirá igualmente o Mestre não vivendo já para si mesmo, mas para aquele que o amou e Se deu a Si mesmo por ele, e também pelos seus irmãos, completando «na sua carne o que falta aos padecimentos de Cristo pelo seu corpo que é a Igreja» (Gal 2,20; Col 1,24).

Por outro lado, estando a Igreja intimamente ligada a Cristo, a penitência de cada cristão tem igualmente uma relação própria e íntima com toda a comunidade eclesial. Com efeito, é apenas no seio da Igreja que, pelo batismo, ele recebe o dom fundamental da metanóia, quer dizer da mudança e da renovação do homem todo; mas este dom é restaurado e fortalecido pelo sacramento da penitência nos membros do corpo de Cristo que caíram em pecado. «Os que se aproximam do sacramento da penitência recebem da misericórdia de Deus o perdão da ofensa que Lhe fizeram, ao mesmo tempo que são reconciliados com a Igreja, que foi ferida pelo seu pecado e que, pela caridade, o exemplo e as orações, trabalha pela sua conversão» (Lumen Gentium, 11). É na Igreja que a pequena obra da penitência imposta a cada penitente no sacramento participa de uma maneira especial na expiação infinita de Cristo.    

São Paulo VI (1897-1978) papa de 1963 a 1978 Constituição apostólica «Paenitemini»

Santo do Dia