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Liturgia diária

Quarta-feira da 7ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 27 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

Si 4,12-22.

12 A sabedoria educa os seus filhos e cuida daqueles que a procuram. Aqueles que a amam amam a vida e os que a procuram desde a aurora alcançam a graça do Senhor.
13 Quem a conserva recebe a glória como herança: para onde quer que vá tem a bênção do Senhor.
14 Os que a servem prestam culto ao Deus santo e aqueles que a amam são amados por Deus.
15 Aquele que a escuta julgará as nações e quem lhe presta atenção permanece confiante.
16 Quem nela confia recebê-la-á como herança e hão de possuí-la os seus descendentes.
17 Primeiro, acompanhá-lo-á por caminhos tortuosos, fará vir sobre ele o medo e o pavor e o provará com a sua disciplina, até que possa ter confiança nele e experimentá-lo com as suas exigências.
18 Mas depois virá diretamente ao seu encontro, enchê-lo-á de alegria e lhe revelará os seus segredos.
19 Se ele, porém, se desviar, abandoná-lo-á e o entregará à sua própria ruína.
20 Está atento às ocasiões, evita o mal, e não te envergonhes de ti mesmo.
21 Pois há uma vergonha que conduz ao pecado, e uma vergonha que é glória e graça.
22 Não sejas parcial em teu prejuízo, nem tenhas hesitações que te ponham em perigo.

119(118),165.168.171.172.174.175.

R/ Vivem em grande paz, Senhor, os que amam a vossa lei.

165 Vivem em grande paz os que amam a vossa lei
e nada há que os perturbe.
168 Observo os vossos preceitos e as vossas ordens,
pois diante de Vós estão os meus caminhos.

171 Brote de meus lábios um hino de louvor,
porque me ensinastes os vossos decretos.
172 A minha língua proclame a vossa palavra,
porque são justos todos os vossos mandamentos.

174 Eu suspiro, Senhor, pelo vosso socorro
a vossa lei faz as minhas delícias.
175 Viva a minha alma para Vos louvar
e os vossos juízos venham em meu auxílio.

Marcos 9,38-40.

38 Naquele tempo, João disse a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco».
39 Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim.
40 Quem não é contra nós é por nós.

Comentário ao Evangelho

«Quem não é contra nós é por nós»

Hoje gostaria de meditar brevemente sobre outra expressão com a qual o Concílio Vaticano II definiu a Igreja: «Povo de Deus». […] O que quer dizer ser «Povo de Deus»? Antes de tudo, significa que Deus não pertence de modo próprio a qualquer povo, pois é Ele que nos chama, que nos convoca, que nos convida a fazer parte do seu povo, e este convite é dirigido a todos, sem distinção, porque a misericórdia de Deus «deseja que todos os homens se salvem» (1Tim 2,4).

Jesus nem diz aos Apóstolos nem a nós que formemos um grupo exclusivo, um grupo de elite. Jesus diz: «Ide e ensinai todas as nações» (cf Mt 28,19). São Paulo afirma que no povo de Deus, na Igreja, «já não há judeu nem grego […]. Pois todos vós sois um só em Cristo Jesus» (Gal 3,28). Gostaria de dizer, inclusive àqueles que se sentem distanciados de Deus e da Igreja, a quem sente temor ou é indiferente, a quantos pensam que nunca poderão mudar: o Senhor chama-te, também a ti, a fazer parte do seu povo, e fá-lo com grande respeito e amor! Ele convida-nos a fazer parte deste povo, do Povo de Deus.

Como nos tornamos membros deste povo? Não é através do nascimento físico, mas mediante um novo nascimento. No Evangelho, Jesus diz a Nicodemos que é preciso nascer do alto, da água e do Espírito, para entrar no Reino de Deus (cf Jo 3,3-5). É através do batismo que somos introduzidos neste povo, mediante a fé em Cristo, dom de Deus que deve ser alimentado e que devemos ajudar a crescer durante toda a nossa vida. Perguntemo-nos: como faço eu crescer a fé que recebi no meu batismo? Como faço eu crescer esta fé que recebi e que o Povo de Deus possui?

Papa Francisco Audiência geral, 12/06/2013

Santo do Dia