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Liturgia diária

Sexta-feira da 5ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 15 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

Génesis 3,1-8.

1 A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor tinha feito. Ela disse à mulher: «É verdade que Deus vos disse: "Não podeis comer fruto de nenhuma árvore do jardim"?».
2 A mulher respondeu: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim;
3 mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus avisou-nos: ‘Não podeis comer dele nem tocar-lhe, senão morrereis’».
4 A serpente replicou à mulher: «De maneira nenhuma! Não morrereis.
5 Mas Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como deuses, ficando a conhecer o bem e o mal».
6 A mulher viu então que o fruto da árvore era bom para comer e agradável à vista, e precioso para esclarecer a inteligência. Colheu fruto da árvore e comeu; depois deu-o ao marido, que comeu juntamente com ela.
7 Abriram-se então os seus olhos e compreenderam que estavam despidos. Por isso, entrelaçaram folhas de figueira e cingiram os rins com elas.
8 Mas ao ouvirem os passos do Senhor Deus, que passeava no jardim pela brisa da tarde, o homem e a mulher esconderam-se do Senhor Deus
entre as árvores do jardim.

32(31),1-2.5.6.7.

R/ Perdoai, Senhor, a culpa do meu pecado.

1 Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa
e absolvido o pecado.
2 Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano.

5 Confessei-Vos o meu pecado
e não escondi a minha culpa.
Disse: «Vou confessar ao Senhor a minha falta»,
e logo me perdoastes a culpa do pecado.

6 Por isso a Vós se dirige todo o fiel
no tempo da tribulação.
Quando transbordarem as águas caudalosas,
só a ele não hão de atingir.

7 Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,
fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.

Marcos 7,31-37.

31 Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole.
32 Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele.
33 Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua.
34 Depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «Abre-te».
35 Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar corretamente.
36 Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam.
37 Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».

Comentário ao Evangelho

«Soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar corretamente»

De palavras de verdade me cumulou o Senhor,
para que pudesse anunciá-la.
Da minha boca a verdade
flui como um rio.
Os meus lábios mostram os seus frutos:
o Senhor fez-me transbordar de conhecimento.

Porque a boca do Senhor
pronuncia o Verbo verdadeiro,
ela é a porta da sua luz.
O Altíssimo enviou ao mundo a sua Palavra
e os que cantam a sua beleza,
os arautos da sua majestade
e os mensageiros dos seus desígnios,
os evangelistas da sua mente
e os apóstolos das suas obras.

A subtileza do Verbo
impede qualquer descrição. [...]
O seu curso não tem fim,
mantém-Se sempre de pé e nunca cai por terra;
ninguém Lhe conhece a descida nem o caminho. [...]
Ele é a luz e a aurora do pensamento,
e n'Ele começa o mundo a exprimir-se.
Todos os que se calavam encontraram n'Ele a Palavra
porque d'Ele provêm o amor e a razão de ser.

Inspirados pelo Verbo,
todos os seres criados podem dizer quem são.
Todos reconheceram o Criador
e n'Ele encontraram a sua harmonia,
porque lhes falou a boca do Altíssimo.

Assim, o Verbo permanece no homem,
a sua verdade é o amor.
Feliz daquele a quem Ele permite
perscrutar todos os mistérios
e conhecer o Senhor na sua verdade. Aleluia!

Odes de Salomão (texto cristão hebraico do início do século II) n.º 12

Santo do Dia