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Liturgia diária

18º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 5 De Agosto Cor litúrgica: Branco

Tempo litúrgico

Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior
A festa recorda a dedicação da Basílica e o famoso "milagre da neve", segundo o qual no dia 5 de Agosto de 358 nevou em pleno verão na pequena colina romana do Esquilino (uma das famosas sete colinas de Roma), como sinal extraordinário do convite da Virgem para que se construísse um templo em sua honra.A tradição conta que, na noite de 5 de Agosto, a Virgem apareceu no meio da neve ao Papa Libério e ao patrício João e sua mulher, manifestando o desejo de que uma Capela em sua honra fosse construída no lugar em que tinha nevado durante essa noite. Conta a lenda que o próprio Papa traçou na neve a área de edificação do primeiro Santuário.Um século depois, o Concílio de Éfeso (431) declarou Maria Santíssima como Mãe de Deus, e o Papa Sixto III (432-440) mandou construir a Basílica em honra da Virgem.

Êxodo 16,2-4.12-15.

2 Naqueles dias, toda a comunidade dos filhos de Israel começou a murmurar no deserto contra Moisés e Aarão.
3 Disseram-lhes os filhos de Israel: «Antes tivéssemos morrido às mãos do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados ao pé das panelas de carne e comíamos pão até nos saciarmos. Trouxestes-nos a este deserto, para deixar morrer à fome toda esta multidão».
4 Então, o Senhor disse a Moisés: «Vou fazer que chova para vós pão do céu. O povo sairá para apanhar a quantidade necessária para cada dia. Vou assim pô-lo à prova, para ver se segue ou não a minha lei.
12 «Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Vai dizer-lhes: "Ao cair da noite comereis carne e de manhã saciar-vos-eis de pão. Então, reconhecereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus"».
13 Nessa tarde, apareceram codornizes, que cobriram o acampamento, e na manhã seguinte havia uma camada de orvalho em volta do acampamento.
14 Quando essa camada de orvalho se evaporou, apareceu à superfície do deserto uma substância granulosa, fina como a geada sobre a terra.
15 Quando a viram, os filhos de Israel perguntaram uns aos outros: «Man-hu?», quer dizer: «Que é isto?», pois não sabiam o que era. Disse-lhes, então, Moisés: «É o pão que o Senhor vos dá em alimento».

78(77),3.4bc.23-24.25.54.

R/ O Senhor deu-lhes o pão do céu.

3 O que ouvimos e aprendemos
e nossos pais nos contaram,
4 narraremos à geração futura:
4 o poder do Senhor e as suas maravilhas.

23 Deu suas ordens às nuvens do alto
e abriu as portas do Céu;
24 para alimento fez chover o maná,
deu-lhes o pão do Céu.

25 O homem comeu o pão dos fortes!
Mandou-lhes comida com abundância
54 e introduziu-os na sua terra santa,
na montanha que a sua direita conquistou.

Ep 4,17.20-24.

17 Irmãos: Eis o que vos digo e aconselho em nome do Senhor: não torneis a proceder como os pagãos, que vivem na futilidade dos seus pensamentos.
20 Não foi assim que aprendestes a conhecer a Cristo,
21 se é que dele ouvistes pregar e sobre Ele fostes instruídos, conforme a verdade que está em Jesus.
22 É necessário abandonar a vida de outrora e pôr de parte o homem velho, corrompido por desejos enganadores.
23 Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência
24 e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras.

João 6,24-35.

24 Naquele tempo, quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam à beira do lago, subiram todos para as barcas e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus.
25 Ao encontrá-lo no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?».
26 Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados.
27 Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo».
28 Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?».
29 Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste em acreditar naquele que Ele enviou».
30 Disseram-Lhe eles: «Que milagres fazes Tu, para que nós vejamos e acreditemos em Ti? Que obra realizas?
31 No deserto os nossos pais comeram o maná, conforme está escrito: "Deu-lhes a comer um pão que veio do Céu"».
32 Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés que vos deu o pão do Céu; meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do Céu.
33 O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo».
34 Disseram-Lhe eles: «Senhor, dá-nos sempre desse pão».
35 Jesus respondeu-lhes: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede».

Comentário ao Evangelho

«Dá-nos sempre desse pão»

O pão da alma é Cristo, «o pão vivo que desceu do céu» (Jo 6,51) e que alimenta os seus, agora pela fé, no mundo futuro pela visão. Pois Cristo habita em ti pela fé e a fé em Cristo é Cristo no teu coração (Ef 3,17). É na medida em que crês em Cristo que O possuis.

E Cristo é, na verdade, um só pão «pois há um único Senhor, uma única fé» (Ef 4,5) para todos os crentes, se bem que uns recebam mais e outros menos do dom dessa mesma fé. [...] Como a verdade é única, uma única fé na verdade única guia e alimenta todos os crentes, e «um mesmo e único Espírito, que distribui a cada um os seus dons conforme entende» (1Cor, 12,11).

Vivemos todos do mesmo pão e cada um de nós recebe a sua porção; no entanto, Cristo é todo para nós, exceto para aqueles que destroem a unidade. [...] Neste dom que recebi, possuo totalmente Cristo e Cristo possui-me totalmente, tal como o membro que pertence a todo o corpo também o possui por inteiro. Assim, esta porção de fé que recebeste é como o pequeno pedaço que pão que está na tua boca. Mas, se não meditares frequente e piedosamente naquilo em que crês, se não o mastigares, por assim dizer, triturando-o e voltando-o com os dentes, isto é, com os sentidos do teu espírito, ele não te franqueará a garganta, ou seja, não chegará até à tua inteligência. Com efeito, como poderias compreender algo em que meditas raramente e com negligência, sobretudo quando se trata de uma coisa ténue e invisível? [...] Que, pela meditação, «a lei do Senhor esteja sempre na tua boca» (Ex 13,9) para que nasça em ti a boa inteligência. Através da boa compreensão, o alimento passa para o teu coração, para que não negligencies aquilo que compreendeste, mas antes o recolhas com amor.

Guigues o Cartuxo (1083-1136) prior da Grande Cartuxa Meditação 10

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