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Liturgia diária

Quinta-feira da 16ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 26 De Julho Cor litúrgica: Verde

Jeremias 2,1-3.7-8.12-13.

1 O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
2 «Vai proclamar aos ouvidos de Jerusalém: Assim fala o Senhor: Lembro-Me do afeto da tua juventude, do amor do teu noivado, quando Me seguias no deserto, numa terra onde não se semeia.
3 Israel era então uma herança sagrada do Senhor, primícias da sua colheita. Aqueles que a devoravam recebiam a paga: a desgraça caía sobre eles – oráculo do Senhor.
7 Eu conduzi-vos a uma terra de pomares, para comerdes dos seus ricos frutos. Mas logo que entrastes, profanastes a minha terra e fizestes da minha herança um lugar abominável.
8 Os sacerdotes não perguntavam: "Onde está o Senhor?". Os mestres da Lei não Me conheceram, os guias do povo revoltaram-se contra Mim, os profetas vaticinaram em nome de Baal e foram atrás de deuses que nada valem.
12 Pasmai de tudo isto, ó céus, estremecei de horror e espanto» diz o Senhor,
13 «porque o meu povo cometeu dois pecados: abandonaram-Me a Mim, fonte de água viva, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não conservam a água».

36(35),6-7ab.8-9.10-11.

6 Senhor, até aos céus se eleva a vossa bondade
e até às nuvens a vossa fidelidade.
7 A vossa justiça é como os montes altíssimos,
7 os vossos juízos são como o abismo profundo.

8 Como é admirável, Senhor, a vossa bondade!
À sombra das vossas asas se refugiam os homens.
9 Podem saciar-se da abundância da vossa casa
e Vós os inebriais com a torrente das vossas delícias.

10 Em Vós está a fonte da vida
e é na vossa luz que vemos a luz.
11 Conservai a vossa bondade aos que Vos conhecem
e a vossa justiça aos rectos de coração.

Mateus 13,10-17.

10 Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Porque lhes falas em parábolas?».
11 Jesus respondeu: «Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não.
12 Pois àquele que tem, dar-se-á e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado.
13 É por isso que lhes falo em parábolas, porque veem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender.
14 Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz: "Ouvindo ouvireis, mas sem compreender; olhando olhareis, mas sem ver.
15 Porque o coração deste povo tornou-se duro: endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para não acontecer que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos e compreendendo com o coração, se convertam e Eu os cure".
16 Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque veem e os vossos ouvidos porque ouvem!
17 Em verdade vos digo: muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não viram, e ouvir o que vós ouvis e não ouviram.

Comentário ao Evangelho

«A vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus»

Toda a obra contida nos santos livros anuncia por palavras, revela por factos e estabelece com exemplos a vinda de Jesus Cristo nosso Senhor, que, enviado por seu Pai, Se fez homem, nascendo de uma virgem por ação do Espírito Santo. Com efeito, durante todo o processo da criação, é Ele que, através de prefigurações verdadeiras e manifestas, gera, lava, santifica, escolhe, separa e resgata a Igreja nos patriarcas: pelo sono de Adão, pelo dilúvio de Noé, pela justificação de Abraão, pelo nascimento de Isaac, pela servidão de Jacob. Numa palavra, ao longo dos tempos, o conjunto das profecias, essa realização do plano secreto de Deus, foi-nos dado por benevolência, para conhecimento da sua incarnação futura. [...]
  
Em cada personagem, em cada época, em cada acontecimento, o conjunto das profecias projeta como que num espelho a imagem da sua vinda, da sua pregação, da sua Paixão, da sua ressurreição e da nossa congregação na Igreja. [...] A começar por Adão, ponto de partida do nosso conhecimento do género humano, encontramos anunciado desde a origem do mundo, em grande número de prefigurações, tudo aquilo que recebeu no Senhor o seu cumprimento total.

Santo Hilário (c. 315-367) bispo de Poitiers, doutor da Igreja Tratado dos Mistérios, Prefácio

Santo do Dia