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Liturgia diária

São Tiago, apóstolo – festa

Quarta-Feira, 25 De Julho Cor litúrgica: Branco

2_Co 4,7-15.

7 Irmãos: Nós trazemos em vasos de barro o tesouro do nosso ministério, para que se reconheça que um poder tão sublime vem de Deus e não de nós.
8 Em tudo somos oprimidos, mas não esmagados; andamos perplexos, mas não desesperados;
9 perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não aniquilados.
10 Levamos sempre e em toda a parte no nosso corpo os sofrimentos da morte de Jesus, a fim de que se manifeste também no nosso corpo a vida de Jesus.
11 Porque, estando ainda vivos, somos constantemente entregues à morte por causa de Jesus, para que se manifeste também na nossa carne mortal a vida de Jesus.
12 E assim, a morte atua em nós e a vida em vós.
13 Diz a Escritura: «Acreditei; por isso falei». Com este mesmo espírito de fé, também nós acreditamos, e por isso falamos, sabendo que
14 Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há de ressuscitar com Jesus e nos levará convosco para junto dele.
15 Tudo isto é por vossa causa, para que uma graça mais abundante multiplique as ações de graças de um maior número de cristãos, para glória de Deus.

126(125),1-2ab.2cd-3.4-5.6.

R/ O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo.

1 Quando o Senhor fez regressar os cativos de Sião,
parecia-nos viver um sonho.
2 Da nossa boca brotavam expressões de alegria
2 e de nossos lábios cânticos de júbilo.

2 Diziam então os pagãos:
2 «O Senhor fez por eles grandes coisas».
3 Sim, grandes coisas fez por nós o Senhor,
estamos exultantes de alegria.

4 Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos,
como as torrentes do deserto.
5 Os que semeiam em lágrimas
recolhem com alegria.

6 À ida, vão a chorar,
levando as sementes;
à volta, vêm a cantar,
trazendo os molhos de espigas.

Mateus 20,20-28.

20 Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com os filhos e prostrou-se para Lhe fazer um pedido.
21 Jesus perguntou-lhe: «Que queres?». Ela disse-Lhe: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda».
22 Jesus respondeu: «Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que Eu hei de beber?». Eles disseram: «Podemos».
23 Então Jesus declarou-lhes: «Bebereis do meu cálice. Mas sentar-se à minha direita e à minha esquerda não pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem meu Pai o designou».
24 Os outros dez, que tinham escutado, indignaram-se com os dois irmãos.
25 Mas Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder.
26 Não deve ser assim entre vós. Quem entre vós quiser tornar-se grande, seja vosso servo
27 e quem entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso escravo.
28 Será como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção dos homens».

Comentário ao Evangelho

Beber do seu cálice e sentar-se à sua direita

Por intermédio de sua mãe, os filhos de Zebedeu fazem ao Mestre este pedido, na presença dos companheiros : «Ordena que nos sentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda». [...] Cristo apressa-Se a tirar-lhes as ilusões, dizendo-lhes que devem estar prontos a sofrer injúrias, perseguições e mesmo a morte: «Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que Eu hei de beber?» Que ninguém se espante por ver os apóstolos presa de tão imperfeitas inclinações. Espera que o mistério da cruz seja cumprido, que a força do Espírito Santo lhes seja comunicada. Se queres ver a sua força de alma, observa-os mais tarde, e vê-los-ás superiores a todas as fragilidades humanas. Cristo não esconde as suas fraquezas, para que tu vejas aquilo em que depois se hão de tornar, pela força da graça que os há de transformar [...].

«Não sabeis o que estais a pedir». Não sabeis quão grande e prodigiosa é essa honra. Sentar-se à minha direita? Isso ultrapassa os próprios poderes angélicos. «Podeis beber o cálice que Eu hei de beber?» Falais-Me de tronos e de diademas insignificantes; Eu falo-vos de combates e de sofrimentos. Não é agora que receberei a minha realeza; ainda não chegou a hora da glória. Para Mim e para os meus, é tempo de violência, de combates e de perigos.

Repara que Ele não lhes pergunta diretamente: «Tereis coragem para derramar o vosso sangue?» Para os encorajar, propõe-lhes que partilhem o seu cálice, que vivam em comunhão com Ele [...]. Mais tarde, verás São João, o mesmo que agora deseja o primeiro lugar, ceder a presidência a São Pedro [...]. Quanto a Tiago, o seu apostolado não durou muito tempo. Ardente de fervor, desprezando por completo os interesses meramente humanos, com seu zelo, mereceu ser o primeiro mártir de entre os apóstolos (cf At 12,2).

São João Crisóstomo (c. 345-407) presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja Homilias sobre o Evangelho de São Mateus, n.º 65, 2-4; PG 58, 619

Santo do Dia