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Liturgia diária

Sábado da 15ª semana do Tempo Comum

Sábado, 21 De Julho Cor litúrgica: Verde

Mi 2,1-5.

1 Ai daqueles que, deitados em sua cama, planeiam a injustiça e tramam o mal! Ao romper do dia, logo o praticam, porque está ao seu alcance.
2 Cobiçam os campos e roubam-nos, desejam as casas e apoderam-se delas. Escravizam o homem e a sua casa, o dono e a sua herança.
3 Por isso, diz o Senhor: «Eu penso em mandar contra esta gente um castigo de que não podeis livrar a cabeça. Não mais andareis de fronte erguida, pois será um tempo de desgraça.
4 Nesse dia entoarão contra vós uma sátira e vos cantarão assim os seus lamentos: "Estamos totalmente arruinados. Os bens do meu povo foram confiscados e não há ninguém para lhos devolver; os nossos campos são entregues a quem nos tiraniza".
5 Por isso, não haverá ninguém que tire à sorte uma porção para vós na assembleia do Senhor».

9(9B),1-2.3-4.7-8.14.

R/ Senhor, não Vos esqueçais dos pobres.

1 Senhor, porque Te conservas à distância
e Te escondes nos tempos de angústia?
2 No seu orgulho, o ímpio persegue o infeliz;
que ele seja apanhado na cilada que armou.

3 O pecador vangloria-se da sua ambição;
o ganancioso blasfema e despreza o Senhor.
4 O ímpio diz, na sua arrogância:
«Ele não me castigará! Deus não existe!»

7 A sua boca está cheia de maldição e mentira;
na sua língua só há malícia e maldade.
Põe-se de emboscada junto aos povoados
e esconde-se para matar o inocente.

8 Mas Tu vês a angústia e o pesar,
observas tudo e tomas essa causa nas tuas mãos.
14 A Ti se abandona confiadamente o pobre;
Tu és o amparo do órfão.

Mateus 12,14-21.

14 Naquele tempo, os fariseus reuniram conselho contra Jesus, a fim de O fazerem desaparecer.
15 Mas Jesus, ao saber disso, retirou-Se dali. Muitos O seguiram e Ele curou-os a todos,
16 mas intimou-os que não descobrissem quem Ele era,
17 para se cumprir o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer:
18 «Eis o meu servo, a quem Eu escolhi, o meu predileto, em quem se compraz a minha alma. Sobre ele farei repousar o meu Espírito, para que anuncie a justiça às nações.
19 Não discutirá nem clamará, nem se fará ouvir a sua voz nas praças.
20 Não quebrará a cana já fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega, enquanto não levar a justiça à vitória;
21 e as nações colocarão a esperança no seu nome».

Comentário ao Evangelho

«[O meu servo] não quebrará a cana já fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega [...]; e as nações colocarão a esperança no seu nome»

Quero abrir a boca, irmãos, para vos falar do altíssimo assunto da humildade. E estou cheio de temor, como quem sabe que vai falar de Deus com a língua dos seus próprios pensamentos. Porque a humildade é a roupagem da divindade. Fazendo-Se homem, o Verbo revestiu-Se de humildade. Por ela, viveu connosco dentro de um corpo. E todo o que vive na humildade torna-se verdadeiramente semelhante Àquele que desceu das alturas e cobriu a sua grandeza e a sua glória com as vestes da humildade, para que, ao vê-l'O, a criação não fosse consumida. Porque a criação não teria podido contemplá-l'O se Ele não tivesse tomado sobre Si a humildade e não tivesse vivido com ela: não teria sido possível olhá-l'O face a face; a criação não teria ouvido as palavras da sua boca. [...]

Por isso, quando a criação vê um homem revestido da semelhança do seu Mestre, venera-o e honra-o, tal como o fez ao Mestre, que viu viver revestido de humildade. Com efeito, que criatura não se deixa enternecer diante do humilde? Contudo, enquanto a glória da humildade não se tinha revelado a todos em Cristo, desdenhava-se desta visão tão cheia de santidade. Mas agora a sua grandeza elevou-se aos olhos do mundo. Foi concedido à criação receber, pela mediação do homem humilde, a visão do seu Criador. Por isso, o humilde não é desprezado por ninguém, nem sequer pelos inimigos da verdade. Aquele que aprendeu a humildade é venerado por causa dela, como se tivesse sobre si uma coroa e vestes de púrpura.

Isaac o Sírio (século VII) monge perto de Mossul Discursos ascéticos, 1.ª série, n.º 20

Santo do Dia