Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Sábado da 15ª semana do Tempo Comum

Sábado, 18 De Julho Cor litúrgica: Verde

Mi 2,1-5.

1 Ai daqueles que, deitados em sua cama, planeiam a injustiça e tramam o mal! Ao romper do dia, logo o praticam, porque está ao seu alcance.
2 Cobiçam os campos e roubam-nos, desejam as casas e apoderam-se delas. Escravizam o homem e a sua casa, o dono e a sua herança.
3 Por isso, diz o Senhor: «Eu penso em mandar contra esta gente um castigo de que não podeis livrar a cabeça. Não mais andareis de fronte erguida, pois será um tempo de desgraça.
4 Nesse dia entoarão contra vós uma sátira e vos cantarão assim os seus lamentos: "Estamos totalmente arruinados. Os bens do meu povo foram confiscados e não há ninguém para lhos devolver; os nossos campos são entregues a quem nos tiraniza".
5 Por isso, não haverá ninguém que tire à sorte uma porção para vós na assembleia do Senhor».

9(9B),1-2.3-4.7-8.14.

R/ Senhor, não Vos esqueçais dos pobres.

1 Senhor, porque Vos conservais a distância
e Vos escondeis nos momentos de angústia?
2 No seu orgulho, o ímpio oprime o pobre;
seja apanhado nas intrigas que tece.

3 O ímpio vangloria-se das suas ambições
e o avarento felicita-se a si mesmo.
4 Desprezando o Senhor, o ímpio diz na sua arrogância:
«Não há quem me castigue, Deus não existe».

7 A sua boca está cheia de maldição, perjúrio e mentira;
na sua língua só há malícia e iniquidade.
Faz emboscadas junto às povoações
e mata à traição o inocente.

8 Vós vedes e atendeis às canseiras e sofrimentos,
para tomar a causa deles em vossas mãos.
14 O pobre confia em Vós,
Vós sois o protetor do órfão.

Mateus 12,14-21.

14 Naquele tempo, os fariseus reuniram conselho contra Jesus, a fim de O fazerem desaparecer.
15 Mas Jesus, ao saber disso, retirou-Se dali. Muitos O seguiram e Ele curou-os a todos,
16 mas intimou-os que não descobrissem quem Ele era,
17 para se cumprir o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer:
18 «Eis o meu servo, a quem Eu escolhi, o meu predileto, em quem se compraz a minha alma. Sobre ele farei repousar o meu Espírito, para que anuncie a justiça às nações.
19 Não discutirá nem clamará, nem se fará ouvir a sua voz nas praças.
20 Não quebrará a cana já fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega, enquanto não levar a justiça à vitória;
21 e as nações colocarão a esperança no seu nome».

Comentário ao Evangelho

«Eis o meu servo. […] Não discutirá nem clamará»

Deus não podia viver com os homens, a não ser que assumisse uma forma humana de pensar e de reagir. Foi por isso que escondeu sob a humildade o esplendor da sua majestade, que a fraqueza humana não teria sido capaz de suportar. Nada disso era digno dele, mas era necessário ao homem, e por esse motivo tornou-se digno de Deus, porque nada é tão digno de Deus como a salvação do homem. […]

Tudo quanto Deus perde, ganha-o o homem; todas as humilhações que o meu Deus sofreu para estar perto de nós são sacramento de salvação para os homens. Deus agia assim com o homem para que o homem aprendesse a agir no plano divino. Deus tratou o homem de igual para igual para que o homem pudesse agir de igual para igual com Deus. Deus tornou-Se pequeno para que o homem se tornasse grande.

Tertuliano (c. 155-c. 220) teólogo Contra Marcião 2, 27

Santo do Dia