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Liturgia diária

Sexta-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 10 De Julho Cor litúrgica: Verde

14,2-10.

2 Assim fala o Senhor: «Israel, converte-te ao Senhor, teu Deus, porque foram os teus pecados que te fizeram cair.
3 Vinde com palavras de súplica, voltai para o Senhor e dizei-Lhe: “Perdoai todas as nossas faltas e aceitai o dom que Vos oferecemos, a homenagem dos nossos lábios.
4 Não é a Assíria que nos pode salvar; não montaremos mais a cavalo, nem chamaremos nosso deus à obra das nossas mãos, porque só em Vós o órfão encontra piedade”.
5 Curarei a sua infidelidade, amá-los-ei generosamente, pois a minha ira afastou-se deles.
6 Serei como orvalho para Israel, que florirá como o lírio e lançará raízes como o cedro do Líbano.
7 Os seus ramos estender-se-ão ao longe, a sua opulência será como a da oliveira e a sua fragrância como a do Líbano.
8 Voltarão a sentar-se à minha sombra, farão reviver o trigo; florescerão como a vinha, criarão fama como o vinho do Líbano.
9 Que terá ainda Efraim de comum com os ídolos? Sou Eu que o atendo e olho por ele. Sou como o cipreste verdejante: graças a Mim darás muito fruto».
10 Quem for sábio entenderá estas palavras, quem for inteligente poderá compreendê-las. Porque são retos os caminhos do Senhor: por eles caminham os justos e neles tropeçam os pecadores.

51(50),3-4.8-9.12-13.14.17.

R/ A minha boca proclamará o vosso louvor.

3 Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia,
apagai os meus pecados.
4 Lavai-me de toda a iniquidade

e purificai-me de todas as faltas.
8 Amais a sinceridade de coração
e fazeis-me conhecer a sabedoria no íntimo da alma.
9 Aspergi-me com o hissope e ficarei puro,

lavai-me e ficarei mais branco do que a neve.
12 Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
13 Não queirais repelir-me da vossa presença

e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.
14 Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
17 Abri, Senhor, os meus lábios

e a minha boca cantará o vosso louvor.

10,16-23.

16 Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Envio-vos como ovelhas para o meio de lobos. Portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas.
17 Tende cuidado com os homens: hão de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas sinagogas.
18 Por minha causa, sereis levados à presença de governadores e reis, para dar testemunho diante deles e das nações.
19 Quando vos entregarem, não vos preocupeis em saber como falar nem com o que dizer, porque nessa altura vos será sugerido o que deveis dizer;
20 porque não sereis vós a falar, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós.
21 O irmão entregará à morte o irmão e o pai entregará o filho. Os filhos hão de erguer-se contra os pais e causar-lhes a morte.
22 E sereis odiados por todos por causa do meu nome. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.
23 Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo: não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes de vir o Filho do homem».

Comentário ao Evangelho

O coração protegido por verdadeira e santa paciência

Santíssimo e reverendíssimo Padre em Cristo, manso Jesus, Catarina, vossa indigna e miserável filha, recomenda-se a vós no precioso sangue de Jesus, com o desejo de ver o vosso coração firme e inabalável em verdadeira e perfeita paciência, considerando que um coração fraco, inconstante e sem paciência nunca poderá realizar as grandes obras de Deus. [...]

Quanto mais pesado for o vosso fardo, mais forte, corajoso e destemido há de ser o vosso coração diante de tudo o que possa acontecer-vos. Bem sabeis, Santíssimo Padre, que, ao tomardes a Igreja como esposa, vos comprometestes a sofrer por ela os ventos contrários, as dores e as tribulações que por causa dela vos assaltarão. Avançai, pois, como homem corajoso, ao encontro dessas tempestades, com fortaleza, paciência e perseverança; que a tristeza nunca vos faça olhar para trás por surpresa e medo; mas perseverai e rejubilai no meio dos perigos e das batalhas, para que o vosso coração rejubile ao ver a obra de Deus ser realizada no meio dos obstáculos que se apresentaram e se apresentarão.

Sempre assim foi: as perseguições à Igreja e as tribulações da alma virtuosa terminam sempre na paz que é fruto da verdadeira paciência e da perseverança, para as quais está reservada a coroa da glória. Este é o remédio, e foi por isso que vos disse, Santíssimo Padre, que desejava ver-vos de coração firme e inabalável, protegido por verdadeira e santa paciência.

Santa Catarina de Sena (1347-1380) terceira dominicana, doutora da Igreja, copadroeira da Europa Carta 11, a Gregório XI

Santo do Dia