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Liturgia diária

2º Domingo da Páscoa ou da Divina Misericórdia

Domingo, 12 De Abril Cor litúrgica: Branco

2,42-47.

42 Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações.
43 Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos Apóstolos, toda a gente se enchia de temor.
44 Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum.
45 Vendiam propriedades e bens e distribuíam o dinheiro por todos, conforme as necessidades de cada um.
46 Todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma só alma, e partiam o pão em suas casas; tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração,
47 louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo. E o Senhor aumentava todos os dias o número dos que deviam salvar-se.

118(117),2-4.13-15.22-24.

R/ Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom, porque é eterna a sua misericórdia.

2 Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
3 Diga a casa de Aarão:
é eterna a sua misericórdia.
4 Digam os que temem o Senhor:
é eterna a sua misericórdia.

13 Empurraram-me para cair,
mas o Senhor me amparou.
14 O Senhor é a minha força e a minha glória,
foi Ele o meu Salvador.
15 Gritos de júbilo e de vitória nas tendas dos justos:
a mão do Senhor fez prodígios.

22 A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
23 Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.
24 Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria.

1,3-9.

3 Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, na sua grande misericórdia, nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos, para uma esperança viva,
4 para uma herança que não se corrompe, nem se mancha, nem desaparece. Esta herança está reservada nos Céus para vós,
5 que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que se vai revelar nos últimos tempos.
6 Isto vos enche de alegria, embora vos seja preciso ainda, por pouco tempo, passar por diversas provações,
7 para que a prova a que é submetida a vossa fé – muito mais preciosa que o ouro perecível, que se prova pelo fogo – seja digna de louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo Se manifestar.
8 Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, acreditais nele. E isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa,
9 porque conseguis o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas.

20,19-31.

19 Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco».
20 Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
21 Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».
22 Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo;
23 àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos».
24 Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
25 Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».
26 Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco».
27 Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».
28 Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!».
29 Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto».
30 Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro.
31 Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.

Comentário ao Evangelho

O seu lado é um refúgio onde a alma experimenta as doçuras do Homem-Deus

Caríssimo padre em Cristo, o manso Jesus, eu, Catarina, serva e escrava dos servos de Jesus Cristo, escrevo-vos no seu precioso sangue, com o desejo de vos ver banhado, mergulhado no sangue de Jesus crucificado e oculto na chaga do seu lado.

No sangue encontrareis o fogo, porque Ele derramou-o por amor; e no lado, encontrareis o amor do coração, pois tudo o que Cristo fez por nós foi feito com o amor do coração. Deste modo, a vossa alma será inflamada com o fogo de um santo desejo, desejo que é fruto do amor, que nunca envelhece, mas que, pelo contrário, rejuvenesce sempre a alma que dele se encontra revestida, renovando-a na virtude, fortalecendo-a, iluminando-a e unindo-a ao seu Criador. Pois em Jesus crucificado ela encontra o Pai e participa do seu poder; encontra a sabedoria do Filho Unigénito de Deus, que ilumina o seu entendimento; prova e vê a bondade do Espírito Santo, encontrando o terno amor que Cristo nos mostrou na sua Paixão, quando fez do seu sangue um banho para lavar as nossas iniquidades e do seu lado uma morada, um refúgio onde a alma repousa e saboreia as doçuras do Deus-Homem.

Que assim façamos sempre, meu querido padre. Que o olhar do nosso entendimento nunca se feche, mas veja sempre e contemple quanto Deus nos ama e como no-lo demonstra através do seu Filho; que a vontade ame sempre e não cesse nunca de amar; que o nosso amor ao Criador não seja diminuído pelo prazer, nem pela dor, nem por coisa alguma que tenhamos dito ou feito; e que, mesmo que todas as outras obras [...] cessassem, o amor não se extinga nunca. Nada mais direi. Permanecei no santo e doce amor de Deus. Doce Jesus, Jesus amor.

Santa Catarina de Sena (1347-1380) terceira dominicana, doutora da Igreja, copadroeira da Europa Carta 94 ao padre João de Pisa, n.º 48

Santo do Dia