Liturgia diária
Quinta-feira da 2ª semana da Quaresma
17,5-10.
5 Eis o que diz o Senhor: «Maldito o homem que confia no homem e põe na carne a sua esperança, afastando o seu coração do Senhor.
6 Será como o cardo na estepe, que nem percebe quando chega a felicidade; habitará na aridez do deserto, terra salobre e inóspita.
7 Bendito o homem que confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança.
8 É como a árvore plantada à beira da água, que estende as raízes para a corrente: nada tem a temer quando vem o calor e a sua folhagem mantém-se sempre verde; em ano de estiagem, não se inquieta e não deixa de produzir os seus frutos.
9 O coração é o que há de mais astucioso e incorrigível. Quem o pode entender?
10 Posso Eu, que sou o Senhor: penetro os corações, sondo os mais íntimos sentimentos, para retribuir a cada um segundo o seu caminho, conforme o fruto das suas obras».
1,1-2.3.4.6.
R/ Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da vida.
1 Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
2 mas antes se compraz na lei do Senhor,
e nela medita dia e noite.
3 É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo
e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.
4 Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como palha que o vento leva.
6 O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.
16,19-31.
19 Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias.
20 Um pobre chamado Lázaro jazia junto do seu portão, coberto de chagas.
21 Bem desejava ele saciar-se com os restos caídos da mesa do rico; mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas.
22 Ora, sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado.
23 Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado.
24 Então, ergueu a voz e disse: "Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas".
25 Abraão respondeu-lhe: "Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em vida, e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado.
26 Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que, se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, ou daí para junto de nós, não não poderia fazê-lo".
27 O rico exclamou: "Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna,
28 pois tenho cinco irmãos, para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento".
29 Disse-lhe Abraão: "Eles têm Moisés e os profetas: que os oiçam".
30 Mas ele insistiu: "Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão".
31 Abraão respondeu-lhe: "Se não dão ouvidos a Moisés nem aos profetas, também não se deixarão convencer se alguém ressuscitar dos mortos"».
Comentário ao Evangelho
Ó almas santas, dai-me água fresca!
Suporta o teu exílio, pois ele é a vontade de Deus. Que grande ganho ele será para ti! Viverei nesta vida, ó meu Jesus, e a esperança e o silêncio serão a minha força enquanto durar esta vida miserável. Acende no meu coração, Tu, meu Criador e meu Deus, esta bela chama do teu amor. [...] Ó centro único de toda a minha felicidade, ó meu Deus, quanto mais tempo terei de esperar? [...] Bem vês, Senhor, que o meu mal não tem remédio. [...] Quando, Senhor, quando? Até quando? [...]
Ó almas santas, que, livres de todos os tormentos, já sois felizes no Céu, nessa torrente de supremas delícias, como invejo a vossa felicidade! Ai de mim! Por piedade, pois estais tão perto da fonte da vida, já que me vedes morrer de sede neste mundo, concedei-me um pouco dessa água fresca.
Ah! Almas afortunadas, confesso que gastei mal os meus talentos, que guardei mal uma pedra que é tão preciosa. Mas louvado seja Deus! Sinto, no entanto, que há remédio para esta falta. Almas benditas, fazei-me o favor de me ajudar! Também eu, uma vez que não encontrei aquilo de que a minha alma necessitava no repouso e na noite, também eu me levantarei como a noiva no Cântico dos Cânticos e buscarei Aquele que a minha alma ama: «Levantar-me-ei e percorrerei a cidade, pelas ruas e pelas praças, procurando aquele que o meu coração ama» (Cant 3,2); e sempre O buscarei, buscá-lo-ei em todas as coisas e não pararei até O encontrar à entrada do seu reino.
Santo do Dia
Continuar a celebrar
Também pode interessar
Encontre outros conteúdos relacionados com a liturgia e a vida sacramental da comunidade.