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Liturgia diária

Quinta-feira da 1ª semana da Quaresma

Quinta-Feira, 26 De Fevereiro Cor litúrgica: Roxo

14,1.3-5.12-14.

1 Naqueles dias, a rainha Ester, tomada de angústia mortal, procurou refúgio no Senhor
3 e fez esta súplica ao Senhor, Deus de Israel: «Meu Senhor, nosso único Rei, vinde socorrer-me, porque estou só e não tenho outro auxílio senão Vós
4 e corre perigo a minha vida.
5 Desde criança, ouvi dizer na minha tribo paterna que Vós, Senhor, escolhestes Israel entre todos os povos, e os nossos pais entre os seus antepassados, para serem a vossa herança perpétua, e cumpristes tudo o que lhes tínheis prometido.
12 Lembrai-Vos de nós, Senhor, e manifestai-Vos no dia da nossa tribulação. Fortalecei-me, Rei dos deuses e Senhor dos poderosos.
13 Ponde em meus lábios palavras harmoniosas, quando estiver na presença do leão, e mudai o seu coração, para que deteste o nosso inimigo e o arruíne com todos os seus cúmplices.
14 Livrai-nos com a vossa mão; vinde socorrer-me no meu abandono, porque não tenho ninguém senão Vós, Senhor».

138(137),1-2a.2bc-3.7c-8.

R/ A vossa mão direita salvou-me, Senhor.

1 De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,
porque ouvistes as palavras da minha boca.
Na presença dos anjos hei de cantar-Vos
2 e adorar-Vos, voltado para o vosso Templo santo.

2 Hei de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,
2 porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.
3 Quando Vos invoquei, me respondestes,
aumentastes a fortaleza da minha alma.

7 A vossa mão direita me salvará,
8 o Senhor completará o que em meu auxílio começou.
Senhor, a vossa bondade é eterna,
não abandoneis a obra das vossas mãos.

7,7-12.

7 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Pedi e dar-se-vos-á, procurai e encontrareis, batei à porta e abrir-se-vos-á.
8 Porque todo aquele que pede, recebe, quem procura, encontra e a quem bate à porta, abrir-se-á.
9 Qual de vós dará uma pedra a um filho que lhe pede pão,
10 ou uma serpente se lhe pedir peixe?
11 Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos Céus as dará àqueles que Lhas pedem!
12 Portanto, o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho vós também: esta é a Lei e os profetas».

Comentário ao Evangelho

Poderá Deus recusar a oração que se eleva a Ele?

«Vai chegar a hora [...] em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade» (Jo 4,23), e Ele deseja tais adoradores. Nós somos verdadeiros adoradores e verdadeiros sacerdotes quando oramos em espírito, oferecendo nossa oração a Deus em sacrifício, como vítima que Lhe agrada, que Ele aceita, que Ele previamente pediu e escolheu. Esta vítima, consagrada de todo o coração, alimentada pela fé, elevada na verdade, íntegra pela inocência e coroada pela caridade, é essa que devemos levar ao altar de Deus com um séquito de boas ações, entre salmos e hinos, e por ela obteremos tudo da parte de Deus.

Poderá Deus recusar alguma coisa à oração que sobe até Ele em espírito e verdade, quando foi Ele próprio que a exigiu? Nós lemos, ouvimos dizer e cremos nas inúmeras provas da sua eficácia! A oração antiga já libertava do fogo, das feras e da fome; e, contudo, ainda não tinha recebido de Cristo a forma devida. Quão mais eficaz não será a oração cristã! Ela não faz descer o anjo que proporciona orvalho no meio das chamas, não fecha a boca dos leões, não leva alimento aos famintos, não suprime as paixões dos sentidos pela graça; mas ensina a paciência aos que sofrem, dando-lhes uma fé que lhes permite compreender aquilo que o Senhor reserva aos que sofrem pelo nome de Deus. [...]

Todas as criaturas rezam: os rebanhos e as feras rezam e dobram os joelhos, e não é por acaso que, ao sair dos estábulos e das tocas, fazem vibrar o ar com os seus gritos, cada qual conforme a sua natureza. Até as aves que voam no céu estendem as asas em forma de cruz, dizendo alguma coisa que se assemelha a uma oração. Que mais dizer sobre o dever da oração? O próprio Senhor rezou, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos.

Tertuliano (c. 155-c. 220) teólogo «Sobre a oração», 28-29

Santo do Dia