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Liturgia diária

Terça-feira da 1ª semana da Quaresma

Terça-Feira, 24 De Fevereiro Cor litúrgica: Roxo

55,10-11.

10 Assim fala o Senhor: «A chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a haverem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer.
11 Assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão».

34(33),4-5.6-7.16-17.18-19.

R/ Deus salva os justos de todos os sofrimentos.

4 Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
5 Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

6 Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
7 Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

16 Os olhos do Senhor estão voltados para os justos
e os ouvidos atentos aos seus rogos.
17 A face do Senhor volta-se contra os que fazem o mal,
para apagar da Terra a sua memória.

18 Os justos clamaram e o Senhor os ouviu,
livrou-os de todas as suas angústias.
19 O Senhor está perto dos que têm o coração atribulado
e salva os de ânimo abatido.

6,7-15.

7 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando orardes, não digais muitas palavras, como os pagãos, porque pensam que serão atendidos por falarem muito.
8 Não sejais como eles, porque o vosso Pai bem sabe do que precisais, antes de vós Lho pedirdes.
9 Orai assim: "Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome;
10 venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu.
11 O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
12 perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
13 e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal".
14 Porque, se perdoardes aos homens as suas faltas, também o vosso Pai celeste vos perdoará.
15 Mas, se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não vos perdoará as vossas faltas».

Comentário ao Evangelho

A oração é um pedido daquilo que Deus nos dá

Percebemos que as palavras da oração do Senhor contêm um pedido: ela fala do Pai, do nome do Pai e do reino, e mostra que aquele que reza é filho deste Pai na graça; a oração pede que aqueles que estão no Céu e aqueles que estão na Terra se encontrem numa mesma vontade, e prescreve que peçamos o pão de cada dia; ela dá aos homens a lei da reconciliação e, pelo facto de perdoar e de ser perdoada, reconcilia a natureza consigo mesma, para que não seja dividida pela diferença de vontades; ela ensina-nos a lutar para não cairmos na tentação, que é a lei do pecado, e exorta-nos a evitar o mal.

Com efeito, era necessário que Aquele que obteve os bens e os dá a quantos creem nele e imitam o seu comportamento na carne também lhos ensinasse como a discípulos e lhes oferecesse, como fundamentos desta vida, as palavras da oração, essas palavras pelas quais revelou os tesouros escondidos de sabedoria e conhecimento (cf Col 2,3) que existem especificamente nele, orientando para o usufruto desses tesouros o desejo de quantos lho peçam.

Julgo que foi por isso que o Verbo chamou oração a este ensinamento, que guarda em si o pedido dos dons que, pela graça, Deus concede aos homens. Assim, inspirados por Deus, os nossos pais expuseram e definiram a oração dizendo que se trata de pedir aquilo que Deus nos dá naturalmente, conforme nos convém.

São Máximo o Confessor (c. 580-662), monge, teólogo Interpretação do Pai Nosso

Santo do Dia