Liturgia diária
Segunda-feira da 6ª semana do Tempo Comum
1,1-11.
1 Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, saúda as doze tribos que vivem na dispersão.
2 Meus irmãos, considerai como motivo de grande alegria as diversas provações por que tendes passado.
3 Vós sabeis que a vossa fé, assim provada, produz a constância.
4 A constância, por sua vez, deve ser exercida plenamente, para serdes perfeitos e irrepreensíveis, sem nenhuma deficiência.
5 Se algum de vós tem falta de sabedoria, deve pedi-la a Deus, que a dá a todos sem reserva nem recriminações, e ela lhe será concedida.
6 Mas deve pedi-la com fé, sem qualquer hesitação, pois aquele que hesita é semelhante às ondas do mar, agitadas pelo vento e lançadas de um para outro lado.
7 Quem é assim não pense que receberá do Senhor coisa alguma,
8 porque é homem de espírito indeciso, inconstante em tudo o que faz.
9 O irmão de condição humilde deve ter muita honra em se ver elevado por Deus
10 e o rico em tomar uma posição modesta, porque passará como a flor do campo.
11 Nasce o sol com os seus ardores e seca a erva; cai a flor e desaparece a sua formosura. Assim murchará o rico nos seus empreendimentos.
119(118),67.68.71.72.75.76.
67 Antes de me teres humilhado, eu pecava;
mas, agora, cumpro a tua palavra.
68 Vós sois bom e generoso,
ensinai-me os vossos decretos.
71 Foi bom para mim ter sido humilhado,
para aprender os vossos decretos.
72 Para mim vale mais a lei da vossa boca
do que milhões em prata e ouro.
75 Eu sei que os vossos juízos são justos
e que a vossa fidelidade me põe à prova.
76 Console-me a vossa bondade,
segundo a promessa feita ao vosso servo.
8,11-13.
11 Naquele tempo, apareceram alguns fariseus e começaram a discutir com Jesus. Para O porem à prova, pediam-Lhe um sinal do Céu.
12 Jesus suspirou do fundo da alma e respondeu-lhes: «Porque pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: não se dará nenhum sinal a esta geração».
13 Depois deixou-os, voltou a subir para o barco e foi para a outra margem do lago.
Comentário ao Evangelho
«Porque pede esta geração um sinal?»
Pai Santo, Deus Todo-poderoso [...], quando levanto para o teu céu a fraca luz dos meus olhos, poderei duvidar de que é o teu céu? Quando contemplo o caminho das estrelas, o seu regresso no ciclo anual, quando vejo as Plêiades, a Ursa Menor e a Estrela da Manhã, e considero como cada uma brilha no lugar que lhe foi assinalado, percebo, ó Deus, que estás aí, nesses astros que não compreendo. Quando vejo «o bramido das ondas caudalosas» (Sl 93,4), não compreendo a origem dessas águas, não compreendo sequer o que põe em movimento os seus fluxos e refluxos regulares, e no entanto, creio que existe uma causa – certamente impenetrável para mim – para estas realidades que ignoro, e também aí pressinto a tua presença.
Se volto o meu espírito para a terra, que, pelo dinamismo de forças escondidas, decompõe todas as sementes que acolheu no seu seio, as faz germinar lentamente e as multiplica, e depois lhes permite crescerem, não encontro nada que possa compreender com a minha inteligência; mas esta ignorância ajuda-me a discernir-Te a Ti, porque, se não conheço a natureza posta ao meu serviço, reencontro-Te, no entanto, pelo facto de ela existir para minha utilização.
Se me volto para mim, a experiência diz-me que não me conheço e admiro-Te tanto mais quanto sou para mim um desconhecido. De facto, mesmo que não os possa compreender, tenho a experiência dos movimentos do meu espírito que julga, destas operações, da sua vida, e esta experiência a Ti a devo, a Ti que me deste a partilhar esta natureza sensível que faz a minha felicidade, mesmo que a sua origem esteja para além da minha inteligência. Não me conheço a mim próprio, mas dentro de mim encontro-Te e, ao encontrar-Te, adoro-Te.
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