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Liturgia diária

Sexta-feira da 5ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 13 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

11,29-32.12,19.

29 Naqueles dias, quando Jeroboão saía de Jerusalém, veio ao seu encontro o profeta Aías, de Silo, que trazia um manto novo. Estavam os dois sozinhos no campo.
30 Aías pegou no manto novo que trazia e rasgou-o em doze pedaços,
31 dizendo a Jeroboão: «Toma para ti dez pedaços, porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: "Vou tirar Salomão do seu reino e dar-te-ei dez tribos,
32 ficando ele, no entanto, com uma tribo, em atenção ao meu servo David e a Jerusalém, a cidade que Eu escolhi entre as doze tribos de Israel"».
19 E as dez tribos de Israel separaram-se da casa de David, até ao dia de hoje.

81(80),10-11ab.12-13.14-15.

10 Não terás contigo um deus alheio,
nem adorarás divindades estrangeiras.
11 Eu, o Senhor, sou o teu Deus,
11 que te fiz sair da terra do Egito.

12 Mas o meu povo não ouviu a minha voz,
Israel não me quis obedecer.
13 Por isso os entreguei à dureza do seu coração
e eles seguiram os seus caprichos.

14 Oh se o meu povo Me escutasse,
se Israel seguisse os meus caminhos,
15 num instante esmagaria os seus inimigos,
deixaria cair a mão sobre os seus adversários.

7,31-37.

31 Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole.
32 Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele.
33 Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua.
34 Depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «Abre-te».
35 Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar corretamente.
36 Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam.
37 Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».

Comentário ao Evangelho

«Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem»

Temos de examinar de perto o que torna um homem surdo. Por ter escutado as insinuações do inimigo, por ter ouvido as suas palavras, o primeiro casal dos nossos antepassados foi o primeiro a ficar surdo. E nós também, a seguir a eles, de modo que já não conseguimos ouvir ou compreender as inspirações amorosas do Verbo Eterno. E, no entanto, sabemos bem que o Verbo Eterno está no fundo do nosso ser, mais inefavelmente perto de nós e em nós do que o nosso próprio ser, na nossa própria natureza, nos nossos pensamentos; nada que possamos nomear, dizer ou compreender está tão perto de nós e nos está tão intimamente presente como o Verbo Eterno. E o Verbo fala no homem sem cessar. Mas o homem não consegue ouvi-lo, devido à grande surdez que o aflige. [...] Do mesmo modo, foi de tal maneira atingido nas suas outras faculdades que também se tornou mudo e já não se conhece a si próprio. Se quisesse falar do seu interior, não conseguiria fazê-lo, pois não sabe qual é a sua situação e não reconhece o seu próprio modo de ser. [...]

O que é então esse murmurar incomodativo do inimigo? É toda a desordem cujo reflexo ele te mostra e te persuade a aceitar, servindo-se do amor ou da busca das coisas criadas, deste mundo e de tudo o que lhe está ligado: bens, honrarias, até mesmo amigos e pais, até a tua própria natureza, resumindo, tudo o que te traz o gosto dos bens deste mundo decaído. É disso tudo que é composto o seu murmurar. [...]

Então, Nosso Senhor vem, mete o seu dedo sagrado no ouvido do homem e aplica-lhe saliva na língua, permitindo-lhe recuperar a palavra.

Jean Tauler (c. 1300-1361) dominicano de Estrasburgo Sermão 49, 1.º para o 12.º domingo depois da Santíssima Trindade

Santo do Dia