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Liturgia diária

Quarta-feira depois da Epifania

Quarta-Feira, 7 De Janeiro

4,11-18.

11 Caríssimos: Se Deus nos amou tanto, também nós devemos amar-nos uns aos outros.
12 A Deus ninguém jamais O viu. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e em nós o seu amor é perfeito.
13 Nisto conhecemos que estamos nele e Ele em nós: porque nos deu o seu Espírito.
14 E nós vimos e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.
15 Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.
16 Nós conhecemos o amor de Deus por nós e acreditamos no seu amor. Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.
17 Nisto se realiza a perfeição do amor de Deus em nós, porque somos neste mundo como é Jesus e assim temos plena confiança no dia do juízo.
18 No amor não há temor; o amor que é perfeito expulsa o temor, porque o temor supõe um castigo. Quem teme não é perfeito no amor.

72(71),2.10-11.12-13.

R/ Virão adorar-Vos, Senhor, todos os povos da terra.

2 Deus, concedei ao rei o poder de julgar
e a vossa justiça ao filho do rei.
Ele governará o vosso povo com justiça
e os vossos pobres com equidade.

10 Os reis de Társis e das ilhas virão com presentes,
os reis da Arábia e de Sabá trarão suas ofertas.
11 Prostrar-se-ão diante dele todos os reis,
todos os povos o hão de servir.

12 Socorrerá o pobre que pede auxílio
e o miserável que não tem amparo.
13 Terá compaixão dos fracos e dos pobres
e defenderá a vida dos oprimidos.

6,45-52.

45 Depois de ter matado a fome a cinco mil homens, Jesus obrigou os discípulos a subirem para o barco e a seguirem antes dele para a outra margem, em direção a Betsaida, enquanto Ele despedia a multidão.
46 Depois de a ter despedido, subiu a um monte, para orar.
47 Ao anoitecer, estava o barco no meio do mar e Jesus sozinho em terra.
48 Ao ver os discípulos cansados de remar, porque o vento lhes era contrário, pela quarta vigília da noite foi ter com eles, caminhando sobre o mar, mas ia passar adiante.
49 Ao verem Jesus caminhando sobre o mar, os discípulos julgaram que era um fantasma e começaram a gritar,
50 porque todos O viram e ficaram atemorizados. Mas Jesus falou-lhes logo, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu, não temais».
51 Depois subiu para junto deles no barco e o vento amainou. Todos se encheram de espanto,
52 porque o seu coração estava endurecido, e não tinham compreendido a multiplicação dos pães.

Comentário ao Evangelho

«Jesus [estava] sozinho»

A revelação essencial do Evangelho é a presença dominante e invasiva de Deus; o Evangelho é um apelo a ir ao encontro de Deus, e Deus só pode ser encontrado na solidão. Pareceria que, para aqueles que vivem no meio dos homens, tal solidão seria negada; mas isso é supor que somos nós que precedemos Deus na solidão, quando é Ele que nos espera. Encontrá-lo é encontrar a solidão, pois a verdadeira solidão é espírito e as nossas solidões humanas mais não são que jornadas em direção à solidão perfeita que reside na fé.

A verdadeira solidão não é a ausência dos homens, é a presença de Deus; colocar a nossa vida frente a frente com Deus, entregar a nossa vida à noção de Deus, é saltar para uma região onde nos tornamos solitários. O que torna solitárias as montanhas não é a sua base, mas a sua altura. Se a presença de Deus em nós se eleva no silêncio e na solidão, deixa-nos tranquilos, radicalmente unidos a todos os homens que são feitos da mesma terra que nós.

«Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 11,28). Não há solidão sem silêncio. Por vezes, o silêncio é calar, mas o que ele é sempre é ouvir. Uma ausência de ruído que fosse vazia da nossa atenção à palavra de Deus não seria silêncio. Um dia cheio de ruídos e cheio de vozes pode ser um dia de silêncio se o ruído se tornar para nós o eco da presença de Deus.

Venerável Madaleine Delbrêl (1904-1964) missionária das pessoas da rua Nós, gente da rua

Santo do Dia