Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

7º Dia da Oitava do Natal

Quarta-Feira, 31 De Dezembro Cor litúrgica: Branco

2,18-21.

18 Meus filhos, esta é a última hora. Ouvistes dizer que há de vir o Anticristo. Pois bem, surgiram já muitos anticristos e por isso sabemos que é a última hora.
19 Eles saíram do meio de nós, mas não eram dos nossos. Se fossem dos nossos, teriam ficado connosco. Assim sucedeu para ficar bem claro que nem todos eram dos nossos.
20 Vós, porém, tendes a unção que vem do Santo e todos possuís a ciência.
21 Não vos escrevo por ignorardes a verdade, mas porque a conheceis e porque nenhuma mentira provém da verdade.

96(95),1-2.11-12.13.

R/ Alegrem-se os céus, exulte a terra.

1 Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, Terra inteira,
2 cantai ao Senhor, bendizei o seu nome,
anunciai dia a dia a sua salvação.

11 Alegrem-se os céus, exulte a Terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,
12 exultem os campos e quanto neles existe,
alegrem-se as árvores das florestas.

13 Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a Terra.
Julgará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.

1,1-18.

1 No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.
2 No princípio, Ele estava com Deus.
3 Tudo se fez por meio dele e sem Ele nada foi feito.
4 Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens.
5 A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam.
6 Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João.
7 Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele.
8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.
9 O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem.
10 Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu.
11 Veio para o que era seu e os seus não O receberam.
12 Mas, àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.
13 Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
14 E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade.
15 João dá testemunho dele, exclamando: «Era deste que eu dizia: "O que vem depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de mim"».
16 Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre graça.
17 Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.
18 A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.

Comentário ao Evangelho

«Foi da sua plenitude que todos nós recebemos»

Se afirmas reconhecer [a Deus] «pela fé» e consideras que és filho de Deus «pela fé», que a encarnação de Deus também seja «pela fé». [...] Se Ele Se tornou realmente Filho do homem, faz realmente de ti filho de Deus; se não foi só aparentemente que Ele Se tornou corpo, também nós não nos tornamos espírito em ideia; tão verdadeiro quanto o Verbo Se ter feito carne é Ele transformar-nos de forma inefável, tornando-nos verdadeiramente filhos de Deus.

Permanecendo imutável na sua divindade, o Verbo tornou-Se homem ao assumir carne; mantendo o homem imutável na sua carne e na sua alma, tornou-me inteiramente Deus. Assumindo a minha carne condenada, Ele revestiu-me de toda a divindade, pois, ao ser batizado, fui revestido de Cristo, não de forma sensível, é certo, mas de forma espiritual; e como não haverá de ser Deus por graça e por adoção, no sentimento, no conhecimento e na contemplação, aquele que se revestiu do Filho de Deus?

Se o Deus Verbo Se tivesse tornado homem de forma inconsciente, podemos supor que também eu me tornaria Deus de forma inconsciente; mas, se foi com conhecimento de causa, efetiva e conscientemente, que Deus assumiu por completo a condição humana, também eu me tornei Deus por completo, pela minha comunhão com Deus, de forma sensível e com conhecimento de causa, não por essência, mas por participação. Pois da mesma forma que Deus nasceu homem num corpo sem mudar e Se mostrou ao mundo, assim também Ele me gera de forma inefável e espiritual, e faz que, permanecendo homem, eu me torne Deus.

Simeão o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego Hinos 50, SC 196

Santo do Dia