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Liturgia diária

Sagrada Família de Jesus, Maria e José – festa

Domingo, 28 De Dezembro Cor litúrgica: Branco

3,2-6.12-14.

2 Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe.
3 Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados,
4 e acumula um tesouro quem honra sua mãe.
5 Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração.
6 Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe.
12 Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida.
13 Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida,
14 porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida e converter-se-á em desconto dos teus pecados.

128(127),1-2.3.4-5.

R/ Felizes os que esperam no Senhor e seguem os seus caminhos.

1 Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
2 Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.

3 Tua esposa será como videira fecunda
no íntimo do teu lar;
teus filhos serão como ramos de oliveira
ao redor da tua mesa.

4 Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
5 De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida

3,12-21.

12 Irmãos: Como eleitos de Deus, santos e prediletos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência.
13 Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também.
14 Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição.
15 Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em ação de graças.
16 Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão.
17 E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai.
18 Esposas, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor.
19 Maridos, amai as vossas esposas e não as trateis com aspereza.
20 Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor.
21 Pais, não exaspereis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo.

2,13-15.19-23.

13 Depois de os Magos partirem, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe, foge para o Egito e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar».
14 José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe, partiu para o Egito
15 e ficou lá até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pelo profeta: «Do Egito chamei o meu filho».
19 Quando Herodes morreu, o anjo apareceu em sonhos a José no Egito
20 e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe, e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram».
21 José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe, e voltou para a terra de Israel.
22 Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia
23 e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Assim se cumpriu o que fora anunciado pelos profetas: «Há de chamar-Se Nazareno».

Comentário ao Evangelho

Uma vida humilde em Nazaré

Meu Jesus, inspira-me o que devo pensar da tua vida oculta. [...] «Desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso» (Lc 2,51). [...]

Desceu, mergulhou, humilhou-Se: foi uma vida de humildade. Sendo Deus, pareces homem; sendo homem, fazes-Te o último dos homens; foi uma vida de abjeção, até ao último dos últimos lugares; desces até eles para viveres a vida deles, a vida dos trabalhadores pobres, que vivem do seu trabalho; a tua vida foi, como a deles, de pobreza e trabalho; eles eram obscuros e Tu viveste na sombra da sua obscuridade. Foste para Nazaré, uma pequena cidade perdida, escondida na montanha, de onde não podia vir coisa boa (cf Jo 1,46), segundo se dizia; vivias em retiro, afastado do mundo e das capitais. [...]

Eras-lhes submisso, submisso como um filho a seu pai, a sua mãe, numa vida de submissão filial: obedecias em tudo aquilo em que um bom filho obedece. Se um desejo dos teus pais não estivesse de acordo com a tua vocação divina, não o cumprias, obedecias «antes a Deus que aos homens » (At 5,29), como quando permaneceste três dias em Jerusalém; mas, exceto nos casos em que a tua vocação Te impedia de ceder aos desejos deles, cedias em tudo, sendo em tudo o melhor filho e, consequentemente, não só obedecendo aos seus menores desejos, mas antecipando-Te a eles, fazendo tudo o que podia agradar-lhes, consolá-los, tornar-lhes a vida doce e aprazível, esforçando-Te de todo o coração por fazê-los felizes, sendo o modelo dos filhos e tendo todas as atenções possíveis com os teus pais.

São Charles de Foucauld (1858-1916) eremita e missionário no Saara Retiro em Nazaré

Santo do Dia