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Liturgia diária

Sexta-feira da 2ª semana do Advento

Sexta-Feira, 12 De Dezembro Cor litúrgica: Roxo

48,17-19.

17 Eis o que diz o Senhor, o teu redentor, o Santo de Israel: «Eu sou o Senhor, teu Deus, que te ensino o que é para teu bem e te conduzo pelo caminho que deves seguir.
18 Se tivesses atendido às minhas ordens, a tua paz seria como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.
19 A tua descendência seria como a areia e como os seus grãos a tua posteridade. Nunca o teu nome seria tirado nem riscado da minha presença».

1,1-2.3.4.6.

R/ Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da vida.

1 Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
2 mas antes se compraz na lei do Senhor,
e nela medita dia e noite.

3 É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo
e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.

4 Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como palha que o vento leva.
6 O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.

11,16-19.

16 Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «A quem poderei comparar esta geração? É como os meninos sentados nas praças, que se interpelam uns aos outros, dizendo:
17 “Tocámos flauta e não dançastes; entoámos lamentações e não chorastes”.
18 Veio João Batista, que não comia nem bebia, e dizem que tinha o demónio com ele.
19 Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizem: "É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores". Mas a sabedoria foi justificada pelas suas obras».

Comentário ao Evangelho

«A sabedoria foi justificada pelas suas obras»

«Não se fez o ouvido para ouvir e o paladar para saborear as iguarias?» (Jb 12,11). Não escapará certamente a ninguém que os cinco sentidos do nosso corpo, a vista, o ouvido, o paladar, o olfato e o tato, em tudo o que sentem e distinguem, extraem do cérebro o seu poder de distinguir e sentir. E, embora o sentido do cérebro seja o único juiz que em nós preside, contudo, é graças aos órgãos que lhes são próprios que ele distingue os cinco sentidos, e Deus opera esta maravilha: o olho não ouve, o ouvido não vê, a boca não cheira, as narinas não provam e as mãos não têm olfato. Finalmente, se a ordem dessas atividades depende unicamente do sentido do cérebro, cada um dos sentidos só pode exercer a atividade que recebeu por ordem do arquiteto soberano.

Destas considerações fisiológicas e externas, devemos, portanto, tirar conclusões internas e espirituais: ir além do que em nós se manifesta no mundo para chegar ao que em nós é secreto e até a nós nos escapa. De facto, note-se que, sendo embora uma por si mesma, a sabedoria reside nos indivíduos em graus diferentes, concedendo tal poder a um, tal outro a outro, e, à maneira do cérebro, fazendo de cada um de nós, de certa forma, sentidos especializados, de modo que, sem nunca ser diferente de si mesma, age através de nós em sentidos variados e produzindo obras diferentes, pois um recebe o dom da sabedoria, outro o da ciência, um possui diversidade das línguas, outro o carisma das curas.

São Gregório Magno (c. 540-604) papa, doutor da Igreja Morais sobre Job, Livro XI, SC 212

Santo do Dia