Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Quarta-feira da 34ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 26 De Novembro Cor litúrgica: Verde

5,1-6.13-14.16-17.23-28.

1 Naqueles dias, o rei Baltasar ofereceu um grande banquete a um milhar dos seus dignitários, na presença dos quais bebeu vinho.
2 Sob a ação do vinho, Baltasar mandou buscar os vasos de ouro e de prata que seu pai, Nabucodonosor, tinha tirado do Templo de Jerusalém, para beberem por eles o rei, os seus dignitários, as suas mulheres e as suas concubinas.
3 Trouxeram então os vasos de ouro que tinham sido tirados do Templo de Deus, em Jerusalém, e beberam por eles o rei, os seus dignitários, as suas mulheres e as suas concubinas.
4 Beberam vinho e entoavam louvores aos seus deuses de ouro e de prata, de bronze e de ferro, de madeira e de pedra.
5 De repente, apareceram dedos de mão humana, que escreveram em frente do candelabro, na cal da parede do palácio real. Ao ver essa mão que escrevia,
6 o rei mudou de cor e os seus pensamentos perturbaram-no; cederam as articulações dos seus quadris e os joelhos batiam um contra o outro.
13 Daniel foi introduzido à presença do rei e o rei dirigiu-lhe estas palavras: «És tu Daniel, um dos exilados de Judá, que o rei meu pai trouxe de Judá para aqui?
14 Ouvi dizer que está em ti o espírito divino e que tens uma luz, uma inteligência e uma sabedoria superiores.
16 Ouvi dizer também que podes interpretar e decifrar os enigmas. Se conseguires ler esta escrita e dar-me a sua interpretação, vestir-te-ás de púrpura, trarás ao pescoço o colar de ouro e serás o terceiro no governo do reino».
17 Então Daniel tomou a palavra e disse ao rei: «Podes ficar com os teus dons e dar a outros os teus presentes. Contudo, vou ler ao rei essa escrita e dar a sua interpretação.
23 Foi contra o Senhor do Céu que te ergueste, ao mandares buscar os vasos do seu Templo, pelos quais bebeste vinho, com os teus dignitários, as tuas mulheres e as tuas concubinas. E entoaste louvores aos deuses de ouro e de prata, de bronze e de ferro, de madeira e de pedra, que não ouvem, não veem nem entendem, mas não glorificaste o Deus que domina a tua respiração e dirige os teus caminhos.
24 Por isso Ele enviou aquela mão que escreveu essas palavras.
25 Eis a escrita que foi traçada: "Mené, téquel, parsin":
26 e esta é a sua interpretação: "mené" quer dizer "contado": Deus contou o tempo do teu reinado e pôs-lhe termo;
27 "téquel" quer dizer "pesado": foste pesado na balança e achado sem peso;
28 "parsin" quer dizer "dividido": o teu reino foi dividido e dado aos medos e aos persas».

3,62.63.64.65.66.67.

R/ Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre.

62 Sol e lua, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

63 Estrelas do céu, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

64 Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

65 Todos os ventos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

66 Fogo e calor, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

67 Frio e geada, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

21,12-19.

12 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deitar-vos-ão as mãos e hão de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome.
13 Assim tereis ocasião de dar testemunho.
14 Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa.
15 Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer.
16 Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós
17 e todos vos odiarão por causa do meu nome;
18 mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá.
19 Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».

Comentário ao Evangelho

No meio das provações, cantemos «Aleluia!»

No meio das preocupações deste mundo, cantemos «Aleluia!», para que possamos cantar o mesmo um dia lá no alto, em paz. Que preocupações, perguntas tu, temos neste mundo? Então não hei de falar de preocupações, quando leio: «Não vive o homem sobre a Terra como um soldado?» (Jb 7,1) Como queres que eu não tenha preocupações aqui onde as provações são tão fortes que a própria oração que nos foi prescrita inclui: «Não nos deixes cair em tentação»? Como pode o povo estar bem, quando clama comigo: «Livrai-nos do mal» (Mt 6,13)? E, no entanto, meus irmãos, mesmo no meio deste mal, cantemos «Aleluia» a Deus que, na sua bondade, nos livra do mal.

Mesmo entre os perigos e as provações, que nós e os outros cantemos «Aleluia»; «pois Deus é fiel, diz o Apóstolo, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças». Portanto, mesmo neste mundo, cantemos «Aleluia». O homem ainda é pecador, mas «Deus é fiel». O Apóstolo não disse que Ele não permitirá que sejais tentados, mas que Ele «não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças, mas, com a tentação, vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar» (1Cor 10,13). Entraste em tentação? Deus também te dará sair dela, para que não pereças na provação. Desse modo, és como o vaso do oleiro: moldado pela pregação e cozido pela provação. Portanto, quando entrares na provação, pensa em sair dela, pois Deus é fiel, e «Ele te protege quando vais e quando vens, agora e para sempre» (Sl 121,8).

Santo Agostinho (354-430) bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Sermão 256, 1, 3

Santo do Dia