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Liturgia diária

Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo – solenidade

Domingo, 23 De Novembro Cor litúrgica: Branco

5,1-3.

1 Naqueles dias, todas as tribos de Israel foram ter com David a Hebron e disseram-lhe: «Nós somos dos teus ossos e da tua carne.
2 Já antes, quando Saul era o nosso rei, eras tu quem dirigia as entradas e saídas de Israel. E o Senhor disse-te: "Tu apascentarás o meu povo de Israel, tu serás rei de Israel"».
3 Todos os anciãos de Israel foram à presença do rei, a Hebron. O rei David concluiu com eles uma aliança diante do Senhor, e eles ungiram David como rei de Israel.

122(121),1-2.4-5.

R/ Vamos com alegria para a casa do Senhor.

1 Alegrei-me quando me disseram:
«Vamos para a casa do Senhor».
2 Detiveram-se os nossos passos
às tuas portas, Jerusalém.

4 Para lá sobem as tribos,
as tribos do Senhor.
Segundo o costume de Israel,
para celebrar o nome do Senhor;

5 ali estão os tribunais da justiça,
os tribunais da casa de David.

1,12-20.

12 Irmãos: Damos graças a Deus Pai, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina.
13 Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino do seu Filho muito amado,
14 no qual temos a redenção, o perdão dos pecados.
15 Cristo é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura;
16 porque nele foram criadas todas as coisas no Céu e na Terra, visíveis e invisíveis, tronos e dominações, principados e potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado.
17 Ele é anterior a todas as coisas e nele tudo subsiste.
18 Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar.
19 Aprouve a Deus que nele residisse toda a plenitude
20 e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na Terra e nos Céus.

23,35-43.

35 Naquele tempo, os chefes dos Judeus zombavam de Jesus, dizendo: «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito».
36 Também os soldados troçavam dele; aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre,
37 diziam: «Se és o rei dos Judeus, salva-Te a Ti mesmo».
38 Por cima dele, havia um letreiro: «Este é o rei dos judeus».
39 Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O, dizendo: «Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também».
40 Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Não temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício?
41 Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más ações. Mas Ele nada praticou de condenável».
42 E acrescentou: «Jesus, lembra-Te de mim quando vieres com a tua realeza».
43 Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso».

Comentário ao Evangelho

«Príncipe da paz» (Is 9,5)

Se os homens reconhecessem a autoridade real de Cristo na sua vida privada e pública, toda a sociedade seria cumulada de extraordinários benefícios: liberdade justa, ordem e tranquilidade, concórdia e paz. [...] Se os príncipes e os governantes legitimamente eleitos estivessem convencidos de que governam muito menos em seu próprio nome do que em nome e no lugar do Rei divino, exerceriam a sua autoridade com toda a virtude e sabedoria possíveis. E que atenção não dariam, na elaboração e aplicação das leis, ao bem comum e à dignidade humana dos seus subordinados! [...]

Então, os povos desfrutariam dos benefícios da concórdia e da paz. Quanto mais se estende um reino, quanto mais ele abarca a universalidade do género humano, mais os homens tomam consciência do vínculo mútuo que os une. Essa consciência preveniria e impediria a maioria dos conflitos; ou, pelo menos, suavizaria e atenuaria a sua violência. [...] Porque havemos então de desesperar dessa paz que o Rei pacífico veio trazer à Terra? Ele veio reconciliar consigo todas as coisas (cf Col 1,20); «não veio para ser servido, mas para servir» (Mt 20,28); Senhor de todas as criaturas (cf Ef 1,10), deu exemplo de humildade e fez da humildade, unida ao preceito da caridade, a sua lei principal; e disse ainda: «O meu jugo é suave e a minha carga é leve» (Mt 11,30).

Pio XI (1857-1939) papa Encíclica Quas Prima, 1925, nn. 14-15

Santo do Dia