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Liturgia diária

33º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 16 De Novembro Cor litúrgica: Verde

3,13-20a.

13 «As vossas palavras contra Mim são arrogantes», diz o Senhor, «e perguntais: "Que dissemos contra o Senhor?".
14 Vós dissestes: "É tempo perdido servir a Deus. Que aproveita cumprir os seus preceitos e andar vestido de luto diante do Senhor do Universo?
15 Por isso, agora chamamos felizes os soberbos, que praticam o mal e prosperam, que provocam a Deus e ficam impunes"».
16 Então, os que temem o Senhor falaram entre si; e o Senhor prestou atenção e escutou-os. Diante dele, foi escrito um livro que conserva a memória daqueles que O temem e respeitam o seu nome.
17 «No dia que Eu preparo, Eles serão minha propriedade», diz o Senhor do Universo. «Terei compaixão deles, como um pai se compadece do filho obediente.
18 Então, vereis de novo a diferença entre o justo e o pecador, entre aquele que serve a Deus e aquele que não O serve.
19 Porque há de vir o dia, ardente como uma fornalha, em que serão como a palha todos os soberbos e malfeitores. O dia que há de vir os abrasará», diz o Senhor do Universo, «e não lhes deixará raiz nem ramos.
20 Mas, para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol de justiça, trazendo nos seus raios a salvação».

98(97),5-6.7-8.9.

R/ O Senhor virá governar com justiça.

5 Cantai ao Senhor ao som da cítara,
ao som da cítara e da lira;
6 ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei.

7 Ressoe o mar e tudo o que ele encerra,
a Terra inteira e tudo o que nela habita;
8 aplaudam os rios
e as montanhas exultem de alegria.

Diante do Senhor que vem,
9 que vem para julgar a Terra:
julgará o mundo com justiça
e os povos com equidade.

3,7-12.

7 Irmãos: Vós sabeis como deveis imitar-nos, pois não vivemos entre vós na ociosidade,
8 nem comemos de graça o pão de ninguém. Trabalhámos dia e noite, com esforço e fadiga, para não sermos pesados a nenhum de vós.
9 Não é que não tivéssemos esse direito, mas quisemos ser para vós exemplo a imitar.
10 Quando ainda estávamos convosco, já vos dávamos esta ordem: quem não quer trabalhar também não deve comer.
11 Ouvimos dizer que alguns de vós vivem na ociosidade, sem fazerem trabalho algum, mas ocupados em futilidades.
12 A esses ordenamos e recomendamos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que trabalhem tranquilamente, para ganharem o pão que comem.

21,5-19.

5 Naquele tempo, comentavam alguns que o Templo estava ornado com belas pedras e piedosas ofertas. Jesus disse-lhes:
6 «Dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído».
7 Eles perguntaram-Lhe: «Mestre, quando sucederá isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?».
8 Jesus respondeu: «Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão: "sou eu"; e ainda: "o tempo está próximo". Não os sigais.
9 Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis: é preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim».
10 Disse-lhes ainda: «Há de erguer-se povo contra povo e reino contra reino.
11 Haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fomes e epidemias. Haverá fenómenos espantosos e grandes sinais no céu».
12 Mas antes de tudo isto, deitar-vos-ão as mãos e hão de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome.
13 Assim tereis ocasião de dar testemunho.
14 Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa.
15 Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer.
16 Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós
17 e todos vos odiarão por causa do meu nome;
18 mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá.
19 Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».

Comentário ao Evangelho

A ninguém temais, senão o Deus vivo!

«Alegrai-vos sempre no Senhor!» (Fil 4,4). De facto, por que razão não estais cheios de alegria e não caminhais com júbilo, vós que fostes julgados dignos de ser atraídos para este estado evangélico pelo chamamento que discerne e predestina (cf Rm 8,29-30), chamamento do Deus que governa todas as coisas com a sua sabedoria?

E agora que, pela elevação do vosso estilo de vida, vos encontrais como que num promontório, olhai para a vida miserável e rastejante dos homens, que é como que sacudida pelas ondas, projetada dum lado para o outro pelo movimento incerto dos acontecimentos. Na verdade, bem vedes que nada dura, nada permanece no mesmo estado; os reis passam, os príncipes caem, os poderosos da terra morrem como simples mortais (cf Sl 81,7); aqueles que estiveram casados durante algum tempo separam-se, abandonando o cônjuge ou sendo abandonados por ele. A beleza murcha rapidamente, a juventude é efémera, o prazer é fugaz; a riqueza dissipa-se e todas as posses, qual sonho de uma sombra, se afastam daqueles que julgam retê-las. A adversidade e os reveses dos mortais produzem luto e lamentações. [...] E quase ninguém luta pelo que é estável e duradouro [...]. Mas vós, meus irmãos, vós fostes chamados a subir à montanha do Senhor (cf Sl 23,3), a contemplar as maravilhas da vida celeste! [...]

Que o Deus que vos fez subir até este promontório vos fortaleça, para que façais sempre o que é do seu agrado, em santidade e justiça (cf Lc 1,75) [...]. A ninguém temais, pois, meus filhos, senão o Deus vivo (cf Lc 12,5; Ap 14,7)!

São Teodoro Estudita (759-826) monge de Constantinopla Catequeses

Santo do Dia